Schubert, o supercareca

Com formação superior em Desporto e Estudos Alemães, Schubert realizou uma carreira modesta como médio nas divisões regionais...

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• Foto: Reuters
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Quem assistiu a "Trainer!", o interessantíssimo documentário assinado por Aljoscha Pause, cineasta que acompanhou, durante uma temporada, o trabalho de três jovens treinadores alemães, recordar-se-á de André Schubert, um dos protagonistas a par de Frank Schmidt e Stephan Schmidt. Após um exercício em que ficara perto da subida à Bundesliga (falhou o acesso ao playoff pela diferença entre golos marcados e sofridos), Schubert, então ao leme do St. Pauli, conviveu, pela primeira vez, com o insucesso, o que conduziu ao seu despedimento após um inicio de exercício seguinte titubeante. A corrida solitária pela floresta, coberta de neve, era a forma que Schubert encontrava para descomprimir da tensão diária, mas o que mais impressionava eram as certezas do seu discurso fluente e, apesar do rosto rígido, bem-humorado. Confessou que ganhar não era o seu principal prazer como treinador, da mesma forma que explicava que empatar ou perder já não o deixavam maldisposto e furioso. A metamorfose da sua ideia de jogo em futebol de elevado cariz ofensivo e enleante, reflexo da apreensão por parte dos jogadores dos processos que perfilha, do trabalho meticuloso e detalhista, e da paixão exacerbada pelo futebol, era o que definia como mote para ser feliz como treinador.

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