Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
As declarações do treinador do Benfica após a vitória sobre o Estoril
Seguir Autor:
José Mourinho, treinador do Benfica, analisou a vitória da equipa na receção ao Estoril (3-1) na 17.ª jornada da Liga Portugal Betclic.
Em declarações na conferência de imprensa no final do encontro no Estádio da Luz, o técnico dos encarnados deixou elogios ao adversário, mas também ao reforço Sidny Lopes Cabral, que este sábado somou os primeiros minutos de águia ao peito - e logo com uma assistência.
"O Benfica teve dificuldades, fez muita coisa bem, mas também fez alguma coisa errada. Eu gosto sempre de relativizar as coisas e, às vezes, os adversários têm culpa nas tuas dificuldades, nas tuas deficiências. Eles [Estoril] jogam bem, são bem treinados, têm bons jogadores e criam dificuldades tanto na posse, porque é uma equipa que às vezes, mesmo sem te 'agredir' muito, sem criar muitas oportunidades, esconde bem a bola, circula muito bem, mete muita gente dentro e depois tem aqueles dois na frente que procuram atacar a profundidade. É uma equipa que cria dificuldades", começou por dizer, comentando a dificuldade que teve na análise e preparação para o encontro de hoje: "Na minha opinião, [o Estoril] não é a melhor equipa para ser pressionada alto porque, quando são pressionados alto, têm muita qualidade na primeira fase, desmontam a tua pressão e depois a equipa fica partida. Isso aconteceu um par de vezes na primeira parte; na segunda já não aconteceu. Depois, são também uma equipa difícil de analisar e preparar o jogo, porque às vezes têm comportamentos diferentes de jogo para jogo. Por exemplo, com o Sp. Braga jogaram praticamente homem a homem. No pontapé de baliza, via-se muitas vezes centrais fora de posição e médios na posição de central exatamente por seguirem o seu jogador.
Relacionadas
O golo sofrido já perto do intervalo e o discurso aos jogadores durante o intervalo
"Como eu disse na antevisão, o Estoril é uma equipa que apresenta dificuldades, tem uma maneira muito interessante de jogar e nós sabíamos que ia ser difícil. Aquilo que não podemos fazer é sofrer um golo quando sofremos, e como sofremos. Depois de fazer 2-0, não se pode sofrer um golo ao minuto 47 ou 48. Não se pode abordar um lance individual, ainda por cima contra o jogador mais criativo e melhor no drible do Estoril, com aquela fragilidade e leviandade quase, ou pouca responsabilidade. Uma coisa é chegar ao intervalo 2-0, outra é chegar 2-1. Ao intervalo, o meu trabalho foi taticamente analisar algumas imagens em vídeo muito rápido e, fundamentalmente, não deixar a equipa continuar frustrada, porque sentia-se frustração a entrar no balneário. Afinal de contas, estávamos a ganhar, não estávamos empatados nem a perder. Era tentar aliviar aquela pressão e frustração. Acho que é uma vitória que merecemos. Na segunda parte soubemos controlar bem o jogo e, quando tentámos acelerar, tivemos êxito. Havia sempre uma dúvida relativamente ao Sidny - primeiro jogo em casa, camisola do Benfica, o peso - entrou num momento crucial do jogo, mas retirou-nos as dúvidas logo no início e depois fez a assistência para o terceiro golo. Aí sim, o jogo acaba. Foi um bom Estoril e um bom jogo."
As lesões de Enzo Barrenechea, António Silva e o momento físico de Aursnes
"São diversos problemas. O Enzo já sabem mais ou menos desde ontem; o tempo de recuperação vamos ver, depende da abordagem médica à situação. O João Veloso tem uma situação muito parecida com a dele no jogo contra o Ac. Viseu. Com as semanas de três jogos que vamos ter agora em janeiro, mesmo que a abordagem seja conservadora, perdem-se jogos e para nós é difícil porque não temos tanta gente assim. O António Silva sentiu o músculo no aquecimento. Era o António que ia jogar, não era o Tomás. Na prática, não foi um problema jogar o Tomás, em termos de qualidade não há grande diferença para nós. O problema era que não tínhamos nenhum central no banco, e temos o Winder com uma lesão importante. Por outro lado, queremos ajudar a equipa B a estabilizar-se na classificação porque é importante termos a equipa B na 2.ª Liga. Esta coisa de querer ajudá-los entra um bocadinho em conflito, mas entre eu e o Veríssimo não há nem nunca haverá conflitos, há só cooperação. O Aursnes tem um problema que já se arrasta há algum tempo. A acumulação de jogos não ajuda. Quisemos hoje evitar que ele jogasse, mas com o resultado em 2-1 e com poucas opções para estabilizar o jogo, no momento em que meto o Sidny, que é sempre um ponto de interrogação na estreia, tinha de tentar equilibrar do outro lado. Acabou por jogar 15 ou 20 minutinhos sem grande esforço. Neste momento, é um jogador de risco."
As palavras de Ian Cathro na conferência de imprensa
"São sempre palavras boas de ouvir. É melhor ouvir isso do que o oposto. Mas acho que ele tem uma trajetória muito própria. Se eu, de certa maneira, abri portas a quem não foi um grande jogador ou a quem venha mais do lado académico do que propriamente do campo, é natural que isso tenha acontecido naqueles meus anos de impacto súbito. Mas ele está muito bem formado, tem experiência internacional, esteve na Premier League e em Portugal está a deixar a sua marca. O Estoril encontrou uma estabilidade onde não precisa de olhar para trás com medo. Criaram um jogo em que jogam efetivamente bem, é agradável de ver, mas ao mesmo tempo podem conseguir resultados importantes mesmo com as equipas grandes. Por isso é que dizia que para nós é uma vitória importante, difícil, mas merecida."
A exibição de Manu Silva
"Posicionalmente, o Manu é muito [parecido] com o Enzo, são dois jogadores muito parecidos nesse aspeto, dão equilíbrio à equipa. Acho que o Manu fez um bom jogo. A diferença é que o Enzo só não jogou cerca de três jogos desde o início da época, enquanto o Manu só jogou dois. Isso vê-se na falta de intensidade e ritmo de jogo. Mas fez o seu papel, deu o equilíbrio que a equipa precisava contra uma equipa difícil no contra-ataque. Fez um jogo positivo para nós."
A estreia de Sidny Lopes Cabral
"O Sidny, para mim e para a estrutura, não foi surpresa. Relativamente aos adeptos, só tens uma oportunidade de criar uma boa primeira impressão e ele conseguiu-o hoje. Agora as responsabilidades aumentam. Ele considera que a sua melhor posição é lateral, mas para ser lateral comigo ainda lhe falta trabalhar como defendemos na linha de quatro. Como ala, tem motor nas pernas, tem velocidade, tem saída para os dois lados porque o pé direito e o esquerdo são iguais. Demonstrou maturidade emocional: uma coisa é entrar a ganhar 3-0, outra é entrar 2-1 com o espetro dos pontos perdidos nos últimos minutos. Entrou com confiança, bateu cantos e livres, e criou a situação do terceiro golo."
Relacionadas
Quando chegou ao Benfica não prometeu que ia ser campeão, mas a verdade é que o Benfica voltou a aproximar-se. Há uma frase sua que ninguém esquece: "Em condições normais vamos ser campeões e em condições anormais também". Pergunto se, nesta época marcada por alguns escândalos de arbitragem, o Benfica pode ser campeão em condições anormais?
"É uma frase antiga, de um estado de maturidade diferente. Quando cheguei ao FC Porto, encontrei uma equipa que tinha tanto espaço para melhorar e eu acreditava tanto que podia influenciar esse espaço de progressão que nem foi um risco dizer aquilo. Eu sabia o trabalho que estávamos a fazer. Pela maturidade e pela situação atual, não vou obviamente dizer isso. Vou dizer que, começando uma época com uma pré-época bem organizada, o Benfica tem obrigatoriamente boas possibilidades no futuro. Este ano, a tabela diz que somos terceiros. Como dizia ontem, o matematicamente possível alimenta-nos. Não termos perdido ainda para o campeonato dá-nos esperança. Mas não vamos esconder que o FC Porto está a fazer um campeonato extraordinário e que o Sporting tem uma grande equipa, com um ótimo treinador e grandes jogadores. É difícil para nós este Sporting e este FC Porto, mas como dizemos no balneário: 'Vamos a eles'. Vamos ver."
Richard Ríos ganhou praticamente todos os duelos individuais. Acredita que o colombiano foi fundamental para o Benfica dominar a partida?
"É uma força da natureza. Quilómetros percorridos, montes de duelos ganhos, atropela adversários. Mas aqui e ali, às vezes, precisamos de ter mais bola. Ele recupera a bola e às vezes perde-a logo a seguir. É preciso um bocadinho mais de 'Benfica', de presença de espírito, de ter mais 'Rui Costa', estás a entender? Mas é um jogador imprescindível para nós, que está a crescer muito. Ele e o Dahl são provavelmente os dois jogadores que nos últimos dois meses tiveram o crescimento maior."
Prestianni substituiu o Aursnes - tem sido titular mais vezes ultimamente. O Prestianni ganhou pontos consigo? Como avalia a evolução dele?
"Às vezes esquecemo-nos, mas o Prestianni tem idade para estar a jogar na equipa B ou na Youth League. Eu próprio às vezes esqueço-me e cobro dele coisas que a miúdos daquela idade não podemos cobrar. Há o talento e a expectativa, mas também há espaço para erros. Ele tem aprendido a defender melhor numa equipa que defende zonal, onde é preciso conhecer o jogo e o posicionamento. Está a crescer muito sem perder a irreverência e a qualidade técnica. Vai continuar a jogar, é um jogador que está a crescer."
Foi preciso suar, mas as águias venceram e somaram a 2.ª vitória na Taça da Liga
Entradas para os 'quartos' da Taça de Portugal custam entre 11 e 14 euros, com prioridade aos detentores de Red Pass
Jogador questionado após bisar frente ao Casa Pia
Guarda-redes do Benfica é o líder nas 15 ligas principais, com 26 jogos sem sofrer golos em 2025 pelo clube e seleção
Rumores e confirmações nos principais campeonatos
'The Telegraph' avança que Jason Wilcox sugeriu uma alteração para uma linha de quatro defesas, algo que o técnico português resiste
Arron Scholes recorreu às redes sociais para enviar um recado ao treinador do Manchester United
'Telegraph' avança que Christopher Vivell ficou "impressionado" com a forma como o técnico do Fulham explicou como explorou as fragilidades dos red revils