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Dois golos de Rodrigo carimbaram a vitória normal e a passagem à meia-final...
Um jogo que começou com uma má notícia para o Benfica, com a lesão grave do lateral Sílvio, em choque com o companheiro Luisão, logo aos 2’, acabou por trazer três boas novas: a vitória e a consequente passagem às meias-finais da Liga Europa, a confirmação do bom momento de Rodrigo, autor de dois golos em duas situações de perigo, e sobretudo a excelente atuação de Salvio, o melhor em campo e o único dos habituais suplentes a mostrar que tem categoria mais do que suficiente para entrar com mais regularidade no onze.
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Se a passagem da eliminatória já era algo que dificilmente podia ser colocado em dúvida, o início de jogo serviu para confirmar que seria praticamente impossível, mesmo a este Benfica repleto de suplentes, cair aos pés de uma equipa tão fraca como o Alkmaar. O 4x3x3 de Advocaat baqueava logo na primeira fase de construção:os laterais subiam no terreno, mas a conjugação dos dois centrais com os três médios em posição interior não chegava para ultrapassar a organização do Benfica, disposto no seu habitual 4x4x2.
Os encarnados não precisavam sequer de impor ao jogo um ritmo particularmente intenso para o manterem em permanência no meio-campo de ataque. E cedo podiam ter chegado ao golo. Cardozo teve nos pés o 1-0 por três ocasiões antes de Rodrigo abrir o placar:aos 8’ e aos 32’ viu Estebán defender-lhe dois remates perigosos e aos 38’ chutou ao lado, após passe de Salvio. Oparaguaio mostrava-se mais comprometido com o jogo, mas ainda lhe faltava o “golo” capaz de o relançar nas opções de Jesus.
Quem bate à porta do onze é Salvio. O argentino foi o melhor em campo, não só pela ligação aos dois golos de Rodrigo – fulminante a arrancada que gera o lance do primeiro, delicioso o pormenor de receção que dá início à jogada do segundo –, mas por ter sido sempre o principal dinamizador do jogo atacante do Benfica. Depois do que ele jogou ontem, Jorge Jesus terá dificuldade em mantê-lo como segunda opção, na sombra de Markovic e Gaitán. O que vale ao treinador é que o atribulado calendário até final da época vai ter jogos para todos.
Ora com o golo de Rodrigo a fechar a primeira parte, correspondendo com eficácia à tal arrancada de Salvio no corredor direito, o Benfica resolvia definitivamente a questão da eliminatória. Se nos primeiros 45 minutos o Alkmaar só chegara por duas vezes à área de Artur, uma num canto e outra numa diagonal de Beerens, não se via como é que nos segundos podia fazer dois golos que o recolocassem em jogo na eliminatória. Eisso deve ter passado também pela cabeça dos jogadores do Benfica, que na segunda parte abdicaram um pouco de jogar e cederam a iniciativa ao adversário. O que se viu depois do intervalo foi um Benfica mais recuado no campo, mas simultaneamente mais apático, vendo-se obrigado a cometer mais faltas: fez, em 15 minutos, tantas como em toda a primeira parte (seis, quatro delas de André Gomes, que terá perdido mais uma excelente oportunidade para reclamar mais minutos de jogo).
A verdade é que o Alkmaar ia ganhando confiança e chegou mesmo a ameaçar com o empate, num remate de longe do lateral sueco Mattias Johansson que Artur teve dificuldades em afastar (aos 66’). Só que, aí, Salvio voltou a pintar a manta: dominou primorosamente uma bola que caía a pique, junto à linha lateral, investiu até à bandeirola de canto, de onde cruzou para o local exato onde Rodrigo apareceu a finalizar.
Era o 2-0 aos 71’ e o fim do jogo. O Alkmaar arrastou-se até final, ao passo que no Benfica tudo se resumia a ver se as mudanças de velocidade de Markovic ainda chegavam para dar a Cardozo o golo que o paraguaio tanto procura. Não chegaram, mas isso não impediu a equipa de festejar mais uma presença numa meia-final europeia, a terceira em cinco anos de liderança de Jorge Jesus. A oposição não é fácil (Sevilha, Valencia e Juventus), mas assim que o jogo acabou a hora já era de pensar no campeonato.
Momento: minuto 39
A decisão final na eliminatória chegou no fim da primeira parte: arrancada de Salvio na direita, a ganhar a linha, e cruzamento rasteiro para um remate de Rodrigo, ao segundo poste. Com 1-0, a eliminatória fechou.
Árbitro: Pavel Kralovec (nota 4)
Pavel Kralovec fez uma boa arbitragem, num jogo que na verdade nunca se complicou. Sem lances complicados para julgar, passou uma noite tranquila: o seu único pecado terá sido a condescendência com André Gomes, que só viu o amarelo à sétima falta cometida, ia a partida com 73 minutos. Não foi por ele nem pelos seus assistentes que as coisas terminaram como terminaram.
Nota técnica
Jorge Jesus fez uma gestão normal do jogo. A ganhar, poupou Fejsa e, perto do fim, ainda chamou Markovic, à procura do golo da tranquilidade. (3)
Dick Advocaat vai deixar este Alkmaar porque queria mais qualidade nas opções. Ontem, disse-o na prática: só mexeu aos 77’, já com tudo perdido. (2)
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