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10 maio

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Águias escolhem novos alvos

América do Sul já é um mercado caro; Holanda, Sérvia e Bélgica agradam...

Águias escolhem novos alvos
Águias escolhem novos alvos

As mais recentes investidas do Benfica no mercado de transferências têm demonstrado uma tendência que será para manter nos próximos anos. Se analisarmos os negócios levados a cabo pela SAD encarnada desde 2011/12, é possível perceber que a aposta tem passado cada vez mais pela contratação de futebolistas oriundos do Velho Continente e não tanto da América do Sul.

Desde essa temporada, as águias encontraram um novo mercado no centro da Europa, em particular na Bélgica, Holanda e Sérvia, com futebolistas jovens, com larga margem de progressão e passes acessíveis aos cofres do Benfica. Axel Witsel é um exemplo, tendo chegado do Standard Liège no verão de 2011 para, no ano seguinte, rumar ao Zenit a troco de 40 milhões de euros. Na mesma época chegou Nemanja Matic – depois de ter estado emprestado pelo Chelsea ao Vitesse, da Holanda –, que vale agora cerca de 1.000 vezes mais (!) do que nessa altura. E parece ter mesmo sido Matic a mostrar aos responsáveis da SADencarnada que existe na Sérvia uma série de talentos, uma vez que as águias, já este defeso, contrataram Djuricic, Markovic, Sulejmani e Mitrovic – este para a equipaB.

Talentos

À conversa com Record, o empresárioDejan Mitrovic acredita que a valorização de Matic levou mesmo os responsáveis dos encarnados a procurarem novos talentos da Sérvia, um mercado cada vez mais barato, comparado com países sul-americanos comoBrasil, Argentina ou Paraguai – onde o Benfica continua a contratar, apesar de menos frequentemente.

“Se olharmos para o Matic, podemos concluir que foi um jogador barato mas que, no futuro, vai dar imenso lucro ao clube. Acredito que até foi mesmo ele que abriu as portas a estes novos jogadores”, afirmou o agente, que representa o médio e ainda Djuricic, Sulejmani e Mitrovic, que vêm de Holanda e Bélgica.

Três agentes FIFA explicam nova política de contratações

Dejan Mitrovic: «Negócio Witsel foi algo brutal»

Para o sérvio Dejan Mitrovic, esta política de contratações do Benfica enquadra-se naquilo que é a nova realidade económica da Europa.“No Brasil, por exemplo, os clubes estão a pagar ordenados muito altos aos jogadores, muito por culpa da evolução do país. Já os mercado holandês e belga são muito apetecíveis, pois têm muitos jogadores novos, bons e baratos, como Ola John, Djuricic, Witsel e Mitrovic”, afirmou.

Para reforçar que esta é uma aposta que pode dar bons frutos no futuro, no que diz respeito ao retorno financeiro, o empresário FIFA recorda o negócio de Axel Witsel, vendido por 40 milhões de euros ao Zenit apenas um ano depois de ter chegado à Luz:“Esse negócio foi algo brutal. O Zenit pagou muito dinheiro pelo jogador, foi fantástico.”

Harmjan Schilperoort: «Torna-se atrativo vir para Portugal»

Jogar em Portugal é cada vez mais atrativo para os jogadores da Europa central, em particular da Holanda ou da Bélgica. Quem o diz é Harmjan Schilperoort, holandês que representa, por exemplo, o benfiquista Ola John.

“A diferença entre os três melhores clube holandeses – Ajax, PSV Eindhoven e Feyenoord – aumentou e, por isso, torna-se mais atrativo para estes jogadores transferirem-se para clubes portugueses, como o Benfica. Não só em termos desportivos, mas também financeiros”, explica ao nosso jornal o empresário, partilhando da opinião de Dejan Mitrovic sobre os altos salários que já são pagos na América do Sul: “Já na Holanda ou na Bélgica é possível comprar um jogador de topo com 7 ou 8 milhões de euros.”

Ubiracy Cardoso: «Muito dinheiro a entrar no Brasil»

Para Ubiracy Cardoso, empresário do defesa-central Dedé – antigo alvo do Benfica e atualmente a representar o Cruzeiro –, o facto de o Mundial’2014 ser disputado no Brasil está a valorizar bastante o futebol daquele país, o que obriga os clubes a aumentarem os ordenados dos jogadores. “O futebol brasileiro conheceu, de repente, uma supervalorização, muito por culpa do Mundial se disputar aqui. Já há muitos jogadores que estão na Europa e querem voltar ao país. Está a entrar muito dinheiro”, explicou.

Desta forma, Cardoso diz entender os motivos que levam o Benfica a não atacar tanto o mercado sul-americano e a escolher novos alvos: “Está a abrir-se um mercado novo na Europa, com jogadores de muita qualidade e de baixo valor.”

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