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América do Sul já é um mercado caro; Holanda, Sérvia e Bélgica agradam...
As mais recentes investidas do Benfica no mercado de transferências têm demonstrado uma tendência que será para manter nos próximos anos. Se analisarmos os negócios levados a cabo pela SAD encarnada desde 2011/12, é possível perceber que a aposta tem passado cada vez mais pela contratação de futebolistas oriundos do Velho Continente e não tanto da América do Sul.
Desde essa temporada, as águias encontraram um novo mercado no centro da Europa, em particular na Bélgica, Holanda e Sérvia, com futebolistas jovens, com larga margem de progressão e passes acessíveis aos cofres do Benfica. Axel Witsel é um exemplo, tendo chegado do Standard Liège no verão de 2011 para, no ano seguinte, rumar ao Zenit a troco de 40 milhões de euros. Na mesma época chegou Nemanja Matic – depois de ter estado emprestado pelo Chelsea ao Vitesse, da Holanda –, que vale agora cerca de 1.000 vezes mais (!) do que nessa altura. E parece ter mesmo sido Matic a mostrar aos responsáveis da SADencarnada que existe na Sérvia uma série de talentos, uma vez que as águias, já este defeso, contrataram Djuricic, Markovic, Sulejmani e Mitrovic – este para a equipaB.
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Talentos
À conversa com Record, o empresárioDejan Mitrovic acredita que a valorização de Matic levou mesmo os responsáveis dos encarnados a procurarem novos talentos da Sérvia, um mercado cada vez mais barato, comparado com países sul-americanos comoBrasil, Argentina ou Paraguai – onde o Benfica continua a contratar, apesar de menos frequentemente.
“Se olharmos para o Matic, podemos concluir que foi um jogador barato mas que, no futuro, vai dar imenso lucro ao clube. Acredito que até foi mesmo ele que abriu as portas a estes novos jogadores”, afirmou o agente, que representa o médio e ainda Djuricic, Sulejmani e Mitrovic, que vêm de Holanda e Bélgica.
Três agentes FIFA explicam nova política de contratações
Dejan Mitrovic: «Negócio Witsel foi algo brutal»
Para o sérvio Dejan Mitrovic, esta política de contratações do Benfica enquadra-se naquilo que é a nova realidade económica da Europa.“No Brasil, por exemplo, os clubes estão a pagar ordenados muito altos aos jogadores, muito por culpa da evolução do país. Já os mercado holandês e belga são muito apetecíveis, pois têm muitos jogadores novos, bons e baratos, como Ola John, Djuricic, Witsel e Mitrovic”, afirmou.
Para reforçar que esta é uma aposta que pode dar bons frutos no futuro, no que diz respeito ao retorno financeiro, o empresário FIFA recorda o negócio de Axel Witsel, vendido por 40 milhões de euros ao Zenit apenas um ano depois de ter chegado à Luz:“Esse negócio foi algo brutal. O Zenit pagou muito dinheiro pelo jogador, foi fantástico.”
Harmjan Schilperoort: «Torna-se atrativo vir para Portugal»
Jogar em Portugal é cada vez mais atrativo para os jogadores da Europa central, em particular da Holanda ou da Bélgica. Quem o diz é Harmjan Schilperoort, holandês que representa, por exemplo, o benfiquista Ola John.
“A diferença entre os três melhores clube holandeses – Ajax, PSV Eindhoven e Feyenoord – aumentou e, por isso, torna-se mais atrativo para estes jogadores transferirem-se para clubes portugueses, como o Benfica. Não só em termos desportivos, mas também financeiros”, explica ao nosso jornal o empresário, partilhando da opinião de Dejan Mitrovic sobre os altos salários que já são pagos na América do Sul: “Já na Holanda ou na Bélgica é possível comprar um jogador de topo com 7 ou 8 milhões de euros.”
Ubiracy Cardoso: «Muito dinheiro a entrar no Brasil»
Para Ubiracy Cardoso, empresário do defesa-central Dedé – antigo alvo do Benfica e atualmente a representar o Cruzeiro –, o facto de o Mundial’2014 ser disputado no Brasil está a valorizar bastante o futebol daquele país, o que obriga os clubes a aumentarem os ordenados dos jogadores. “O futebol brasileiro conheceu, de repente, uma supervalorização, muito por culpa do Mundial se disputar aqui. Já há muitos jogadores que estão na Europa e querem voltar ao país. Está a entrar muito dinheiro”, explicou.
Desta forma, Cardoso diz entender os motivos que levam o Benfica a não atacar tanto o mercado sul-americano e a escolher novos alvos: “Está a abrir-se um mercado novo na Europa, com jogadores de muita qualidade e de baixo valor.”
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