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A confiança à volta de Jesus deu uma volta de 180 graus em quase um ano. Dos pedidos de saída à conquista do 33.º título de campeão nacional. Passaram 329 dias desde o final do pesadelo e do início de mais um ciclo do treinador na Luz, motivado pela esperança de um presidente que pouco mudou em nome do sonho.
26 de maio de 2013. A final da Taça de Portugal perdida para o V. Guimarães afastou, definitivamente, Jorge Jesus dos adeptos, depois de uma época que podia ter sido de sonho, não fosse o pesadelo de perder título, Taça e Liga Europa em 15 dias.Uma separação que parecia sem reconciliação possível. Até este domingo, dia em que o treinador português conquistou, aos 59 anos, o 2.º título de campeão nacional do currículo, o 33.º do clube onde chegou há cinco anos.
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Há menos de um ano, eram poucos os que acreditavam na continuidade de Jorge Jesus, muitos desvalorizaram a presença em Amesterdão e o prestígio de estar numa final europeia. Com o contrato a terminar no espaço de um mês, o mais fácil seria anunciar a saída do treinador.“A questão da renovação estava definida, falada e analisada com o presidente e vai continuar na mesma. (...) Nada tem uma coisa a ver com a outra”, referiu Jesus na sala de imprensa do Jamor, onde os adeptos lhe pediram a saída.
No dia seguinte, segunda-feira, dia de reunião do Conselho de Administração da SAD, o técnico sabia que havia perdido grande parte do apoio que tinha no universo benfiquista e fechou-se em casa, a pensar no futuro e no que lhe podia estar reservado. No Estádio da Luz, Luís Filipe Vieira ouviu os companheiros de elenco, que, face aos desencanto generalizado no exterior, defendiam que o mais prudente seria a saída do técnico. Vieira assumiu uma decisão solitária, quase um voto de qualidade, e avançou para a renovação por duas épocas.
Tudo na mesma
Uma decisão da qual, certamente, Vieira não se arrepende. Apostou alto e sabia que podia perder muito.Ganhou o 3.º título como presidente do clube, o segundo da aliança com Jorge Jesus. Com o clube a precisar de vender para equilibrar as contas, o líder das águias não cedeu ao mercado e quis que Jesus começasse a época com os jogadores nucleares, aos quais juntou os reforços sérvios, não esquecendo também o reforço da lateral-esquerda, com os empréstimos de Siqueira e Sílvio.
As finanças falaram mais alto em janeiro e foi no mercado de inverno que Vieira vendeu os passes de André Gomes e Rodrigo, que continuam, mas vendeu também Matic, mas já Jorge Jesus tinha dado indicações no interior da SAD que Fejsa poderia consolidar a posição no meio-campo. Não ia perder o equilíbrio. Esta capacidade de “fazer” jogadores esteve na base da aposta de Vieira e nada garante, nesta altura, que não possa vir a estar na base de uma continuidade desta aliança.
Das lágrimas à premonição
A emoção apoderou-se de Jesus a 9 de maio de 2010, dia em que celebrou o título, após bater o Rio Ave, na Luz. Deixou rolar algumas lágrimas quando questionado sobre a satisfação que o pai, Virgolino, estaria a sentir, apesar de ser do Sporting. “Pressenti que só festejaria no último jogo e assim sucedeu”, disse, envolto num turbilhão de ideias. “Foi o dia mais emocionante da minha vida, até para o ano”, atirou, horas depois da romaria ao Marquês.
Ainda aquém de 2009/10
O Benfica alcançou frente ao Olhanense a 23.ª vitória na Liga. Esteregisto está ainda aquém do de 2009/10, o ano do primeiro título de Jesus. Nessa época, a águia totalizou 24 triunfos. Para igualar essa marca, o grupo atual terá de vencer mais um dos dois jogos que lhe faltam: V. Setúbal e FC Porto. Para a ultrapassar terá de realizar o pleno de êxitos. Quanto a golos, a produtividade em 2009/10 foi bem melhor: 78 no final da prova.
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