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06 abril

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Árbitros confirmam ofertas

Benfica assume dar lembranças a juízes, delegados e observadores nos jogos em casa

Árbitros confirmam ofertas
Árbitros confirmam ofertas • Foto: pedro ferreira

Árbitros contactados por Record confirmaram ontem que o Benfica efetivamente faz as ofertas referidas por Bruno de Carvalho, no ‘Prolongamento’, programa da TVI 24: uma camisola do clube (pack premium) e convites para o Museu Cosme Damião com quatro jantares incluídos.

Record sabe também que na época passada nenhum dos árbitros que apitaram jogos da equipa principal ou do Benfica B utilizou os ‘vouchers’ para jantar no Museu da Cerveja, no Terreiro do Paço, em Lisboa, mas houve "seis ou sete delegados" da Liga que o fizeram.

O valor dos jantares, que o presidente do Sporting orçou em 140 mil euros anuais, é de resto a grande questão desta denúncia, porque existe uma norma nas competições da UEFA que proíbe os árbitros de aceitarem ofertas superiores a 200 francos suíços (cerca de 183 euros).

Se os juízes e os seus convidados gastassem o valor referido por Bruno de Carvalho, cada refeição ficaria ao preço de 125 euros – embora fonte oficial do Benfica garanta que o plafond estabelecido é de 35 euros por pessoa, limitado a pratos do dia, condição que não é visível no documento a que tivemos acesso. Sendo quatro os vouchers, segundo Carvalho seriam 500 os euros oferecidos a cada elemento das equipas de arbitragem, faltando ainda juntar os 59,9 euros das camisolas (os preços para o Benfica ficam a 24 euros) e os convites para o Museu, que têm o valor de dez euros.

Risco de exclusão

O Conselho de Arbitragem, presidido por Vítor Pereira, está a acompanhar o caso sem fazer declarações e decidiu remeter a matéria apurada para a alçada da justiça desportiva, o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol.

Segundo o regulamento disciplinar da FPF, em caso de corrupção provada da equipa de arbitragem "através da oferta de presentes, empréstimos, promessas de recompensa ou de, em geral, qualquer outra vantagem patrimonial ou não patrimonial", o Benfica poderia ser excluído da 1.ª Liga por "período a determinar entre 1 e 3 épocas desportivas", para além de poder ser " sancionado com multa a fixar entre 50 a 250 UC" (de 50 mil a 250 mil euros).

Em 2008, os encarnados viram-se confrontados com uma queixa da U. Leiria, com a acusação de terem oferecido uma lembrança à equipa de arbitragem do jogo Benfica-Naval. A Comissão Disciplinar da Liga propôs o arquivamento da participação, por considerar as ofertas de "mera cortesia, que constituem praxe social desportiva, de caráter generalizado e indiferenciado". Depois de concluir não se ter verificado qualquer "ilícito disciplinar", o caso acabou arquivado.

A Liga Portugal, organizadora das competições profissionais, decidiu a propósito deste caso suscitado por Bruno de Carvalho não tomar para já qualquer posição.

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