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10 maio

Sp. Braga

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Benfica-V. Guimarães, 1-2: Águia pôs-se a jeito

Leia a crónica do Benfica-V. Guimarães (1-2)...

Benfica-V. Guimarães, 1-2: Águia pôs-se a jeito
Benfica-V. Guimarães, 1-2: Águia pôs-se a jeito • Foto: MIGUEL BARREIRA

O Benfica confirmou no Jamor que transformou a potencial época de sonho num ano de pesadelo, com derrotas, consumadas em pouco tempo, no campeonato nacional, na Liga Europa e na Taça de Portugal. Ontem o branco que encheu o Jamor, dentro e fora das quatro linhas, não foi de paz; trazia gente e armas suficientes para fazer a guerra e ser feliz; para invadir a capital e conquistá-la à custa de argumentos mais modestos do que o seu adversário. Mérito vimaranense na forma como encarou o jogo; como não entrou em depressão com o domínio avassalador do Benfica; como reagiu ao estranho golo de Gaitán e, no fim, como percebeu que tinha chegado a hora de jogar para vencer.

Consulte o direto do encontro

O Benfica deve encarar a derrota de ontem como totalmente diferente das que sofreu com FCPorto e Chelsea. Se no Dragão e em Amesterdão os encarnados perderam quando já ninguém admitia que tal fosse possível, com o V. Guimarães deve dizer-se que a equipa se pôs a jeito em todo o período que mediou entre o início da segunda parte e o golo de Soudani. É mesmo incompreensível como a equipa quase deixou de jogar.

Demérito

Na jogada seguinte a ter falhado um contra-ataque de cinco contra dois, o V. Guimarães ofereceu um golo ao Benfica. Não é que os encarnados estivessem a jogar mal ou tivessem abdicado de tomar o destino nas suas próprias mãos; mas a grande conclusão a tirar daquele lapso temporal entre os 29 e os 30 minutos é que o marcador tomou uma feição na qual havia muito mais demérito vimaranense do que mérito benfiquista.

E nem sequer se pode dizer que tenha sido essa a metáfora dos primeiros 45 minutos, nos quais a equipa de Jorge Jesus fez o que devia: uniu-se à volta da bola e tentou encontrar com ela o caminho para a vitória. Com Lima e Cardozo na frente, o Benfica abdicou das transições ofensivas (também porque o adversário não abriu mão de fechar-se e não permitir a criação de espaço entre as suas linhas média e defensiva) e instalou-se de armas e bagagens no meio-campo contrário.

O problema residiu no facto de os encarnados terem perdido intensidade na posse e no modo como procuraram chegar à baliza de Douglas. A produção benfiquista tornou-se intermitente, menos dinâmica, menos perigosa, com menos intenção de rotura no último terço do campo.

Estava na cara

O segundo tempo não foi só a extensão da reta final dos primeiros 45 minutos. Acentuou a tendência instalada de que podia tirar o pé do acelerador e ficou à mercê daquilo que o adversário conseguisse fazer. A equipa perdeu qualidade na posse, recuou 20 metros e tornou-se mais leve na abordagem ao jogo em geral e em cada lance em particular. O Benfica tornou-se uma equipa débil e imprecisa com e sem bola. Aos 69 minutos, o treinador benfiquista tirou um avançado, passando a jogar com mais uma unidade no miolo e menos uma na frente.

Era o que se impunha numa fase em que os avançados já não tinha jogo para fazer a diferença. O Vitória tomou a iniciativa, pisou terrenos mais adiantados e, face à apatia geral, ganhou o jogo com dois tiros de rajada. A diferença para o Benfica, atendendo ao passado recente, é que, ontem, quando isso aconteceu, ninguém ficou surpreendido.

ÁRBITRO: Jorge Sousa. Um erro grave no trabalho da equipa de arbitragem: o primeiro golo do V. Guimarães foi obtido em fora-de-jogo. No resto assinou bom trabalho, mesmo apitando por vezes em demasia. (2)

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