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Ao cabo de uma época marcada por dificuldades financeiras, pela agitação da mudança de treinador e pelo bom futebol praticado ao longo de grande parte da época, o V. Setúbal conquistou a Taça de Portugal ao bater um Benfica ainda na ressaca dos festejos pela vitória na SuperLiga. Foi o triunfo limpo, indiscutível, de quem mais fez em todo o jogo para ser feliz; um desfecho merecido para uma equipa que soube respeitar a história, que interpretou na perfeição a sua força representativa na cidade de origem e que justificou a prova de apoio dos seus adeptos que compareceram em grande número no Jamor.
O Benfica, na sua primeira aparição como campeão nacional, foi uma equipa desgastada pelas incidências da longa temporada e pela festa que teve de alimentar durante a semana. Não foi uma questão de desleixo, de menor cuidado com os pormenores ou de menos respeito pelo adversário e pela Taça. Foi a demonstração de que, em vésperas de férias e com a noção do dever cumprido, a equipa não conseguiu dar mais; não teve reservas para camuflar a condição física global próxima da rotura e muito menos revelou talento para superar a condição precária de alguns dos seus jogadores mais importantes, Simão e Miguel acima de todos os outros. E nem os galões do título lhe valeram, muito pelo descaramento de um V. Setúbal que chegou ao grande palco suportado por um sonho antigo, assente em condições físicas e mentais muito mais sólidas.
Golo de Simão
Os primeiros instantes do jogo revelaram um Vitória mais empenhado em ter a bola e ansioso por fazer depressa e bem. Foi aproveitando esse estado de espírito que o Benfica chegou à vantagem: na sequência de um canto favorável aos sadinos, os encarnados conceberam um contra-ataque com vantagem numérica, culminado com a falta de Moretto sobre Geovanni. O golo de Simão constituiu um dado de extraordinária importância para a definição dos acontecimentos. Permitiu ao Benfica esconder as debilidades com base na premissa de que estava a ganhar; obrigou o V. Setúbal a correr alguns riscos para dar sequência ao domínio territorial.
Se o problema benfiquista estava escondido pela vantagem no marcador, a dificuldade setubalense foi dar sentido às correrias, às acções combinadas, à constante procura do golo que lhe desse o empate e permitisse, depois, partir em busca da vitória.
A decisão
Num jogo bloqueado por sistemas tácticos idênticos (4x2x3x1), mas com a totalidade dos duelos individuais ganhos por jogadores do Vitória (é estranho, não é?), a manutenção do 1-1 parecia favorecer o Benfica. Podia acontecer que a equipa de Giovanni Trapattoni estivesse a ganhar tempo para consumar o assalto à baliza de Moretto, até porque os sadinos também deram indícios de um recuo estratégico.
Mas nada disso correspondia à realidade. Os encarnados não tinham condições para atacar com eficácia (tornou-se ainda mais claro a partir do momento em que não conseguiram criar um lance de perigo com 1-2 no marcador) e os sadinos confirmaram, nos últimos instantes, o que já tinham mostrado: que foram a melhor equipa.
Árbitro
Paulo Costa (2). Na única decisão difícil decidiu como qualquer árbitro do Mundo, independentemente da sentença das imagens televisivas: assinalou “penalty” no contacto entre Geovanni e Moretto. O pior foi a condução do jogo, pouco segura e incoerente, na qual revelou alguma dualidade de critério.
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