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Técnico do Benfica explica opções e assume que o momento é que manda
Muito se tem dito sobre as opções de Bruno Lage na Liga dos Campeões, especialmente em face dos resultados menos conseguidos que acabaram por resultar no afastamento da prova, mas o técnico deixou esta quinta-feira claro, à margem da renovação contratual com as águias, que sempre apresentou a melhor equipa tendo em vista angariar os 3 pontos. Na ótica do treinador benfiquista, o que conta é o momento que a equipa vive.
"Quantos jogadores deste onze estavam disponíveis para a Liga dos Campeões? Havia três ou quatro lesionados. E agora, qual é o melhor onze? O da Supertaça ou este? As decisões são em função do que vai acontecendo nos jogos. Queremos sempre encontrar o melhor. E o melhor é de três em três jogos, é o momento. Não posso ir para um jogo a pensar em poupar para o seguinte. Nunca o fiz. De recordar que tivemos a paragem internacional e recomeçámos com o Gil Vicente. Tivemos jogadores com quase duas semanas sem competir. Tinha de os colocar em jogo. Tenho de pensar nesse jogo e não no próximo. Depois, veio o Zenit. Senti que a equipa estava com problemas em equilíbrio defensivo. Entrámos com homens experientes, como o Jardel, que joga melhor pelo ar, e o Fejsa para equilibrar. São tudo opções que vão acontecendo em relação ao que vai acontecendo na equipa. O Pizzi vai para o banco com o Lyon, depois entra e faz o golo da vitória. Este é o grande Pizzi, mas nesse intervalo de jogos senti que ele não estava bem. Este relvado trazia um desgaste enorme à equipa. Vejam o jogo em Tondela. Estávamos com um enorme desgaste. Estivemos a vencer e tínhamos de conquistar esses pontos. De alguma forma, fico feliz que ele esteja neste grande momento e menos feliz porque perdemos André Almeida e Rafa. São lesões graves, como a do Chiquinho… O que é mais importante é olhar para as questões e ver soluções. Imagine apresentar esta equipa que jogou com o Zenit na Supertaça. Seria abandonar tudo o que fizemos e estaria a ser criticado. O momento é isto, jogar com vários dias de intervalo. Se Gabriel como 6 não funcionasse, não estávamos a falar deste melhor onze. Faço muito trabalho de análise e estamos sempre a aprender. É pensar pela nossa cabeça e estar conscientes de que estamos a fazer o melhor", começou por explicar, à BTV
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Já em relação à Liga Europa, Lage deixou uma garantia. "Coloco a fasquia naquilo que foi o último jogo. O mais importante é termos a mentalidade de jogar frente a qualquer adversário, independentemente do nome e do historial. Tratamos todos os jogos com a mesma importância. Não vamos baixar a exigência. Se eles jogarem o nosso jogo teremos muitas possibilidades de ter sucesso."
Subida de rendimento da equipa
"São decisões que temos de tomar. Se foi um golpe de asa? Quando ganhamos, sim. Temos de tomar decisões e senti que tínhamos de tirar um médio para incluir um jogador que procurasse espaços mais ofensivos. Jogando assim, a equipa poderia ficar mais desequilibrada. Sentimos em treino que Gabriel, Adel e Chiquinho, com a facilidade que ele tem de a todo momento se transformar em médio e avançado, ficávamos mais equilibrados. Como tal, optámos por isso. São 4 ou 5 alterações desde a Supertaça, mas a ideia da equipa está implícita. Temos um plantel de enorme qualidade, muitos jogadores a poder fazer várias posições. Se é a fórmula certa? Vamos ver daqui a 3 meses ou quando esta equipa não tiver resultados. O momento é o Famalicão. É difícil um jogador fazer sempre o mesmo registo. Outros jogadores vão aparecendo e espero que esta seja a fórmula certa, mas seguramente que acredito que um ou outro jogador possa entrar e outro deixar a equipa."
Novo posicionamento nas bolas paradas
"Já fizemos este novo posicionamento em casa. O golo do Rúben Dias com o Eintracht Frankfurt foi assim. Foi um posicionamento que já tínhamos tentado com o Eintracht. Foi uma coisa que aprendemos em Inglaterra, onde se marca muito homem a homem. Vimos uma equipa a alinhar os jogadores, todos em fila, como um comboio, e fiz esse pequeno apontamento. Falámos sobre isso e disse que havia uma equipa que fazia esse posicionamento. A verdade é que resultou. Eu estou sempre a aprender, a analisar a minha equipa e a dos adversários. Não é por pensar pela minha cabeça que não aprendo. Mas enquanto líder as últimas decisões são minhas. Afinal, a responsabilidade recai sobre mim. Quero viver com as minhas ideias."
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