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Mesmo sem muitas ocasiões de golo, o futebol benfiquista fez mossa desde o início...
Um jogo de posse, assente em boas movimentações e intenção ofensiva, que desgastou mais por insistência do que propriamente pela criação de situações de rotura no extremo reduto adversário, permitiu ao Benfica vencer sem discussão no mesmo terreno onde o rival Sporting foi eliminado há menos de um mês.
Consulte o direto do encontro.
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Pode dizer-se que a vitória da formação de Jorge Jesus não oferece a mínima discussão, porque foi sempre superior, não se desuniu face ao golo que demorou a chegar e manteve o discernimento na gestão da vantagem, apesar do relativo empertigamento do adversário em determinada fase do segundo tempo.
Como balanço geral do encontro, pode dizer-se que o respeito do Moreirense pela águia se confundiu com temor; que o recuo estratégico para suster o ímpeto acabou por revelar-se uma prova de pouca ambição que conseguiu ultrapassar mesmo quando pretendeu reagir. O Benfica dominou como quis, acionou uma espécie de carrossel que, mesmo com pouca saída para o espaço entre as costas da defesa e o guarda-redes, foi desgastando o adversário, razão pela qual o resultado não merece discussão.
Esmagador
Os encarnados entraram dispostos a cultivar a posse de bola, dando forma a uma espécie de iniciativa ininterrupta com que empurraram o Moreirense para o seu último reduto. Foram 45 minutos em que o Benfica dominou a seu bel-prazer até à zona de definição, mercê de ações caracterizadas pelo entendimento coletivo e pela excelência de algumas iniciativas individuais. Mesmo considerando que ao carrossel participado e seguro não correspondeu a criação de lances de verdadeiro apuro para a baliza de Ricardo Andrade, o facto é que a posse de bola, segura e com intenção fraturante, foi desgastando um adversário demasiado entregue à tarefa de apenas tapar os caminhos de acesso à baliza e defender a qualquer custo.
Jorge Casquilha foi pragmático na abordagem à partida: se o Benfica apresentou dois avançados pelo meio, ele respondeu com três centrais; perante a defesa a quatro do adversário, colocou-lhes o embaraço de três avançados abertos. O problema é que toda a dinâmica do sistema moreirense foi desenvolvida correndo atrás da bola e dos adversários. Foi de tal maneira que, até ao intervalo, a equipa da casa efetuou apenas um remate à baliza de Paulo Lopes, por Ghilas, num pontapé de bicicleta que saiu torto e por cima, ou seja, sem qualquer perigo.
Golo decisivo
Para a segunda parte, o Moreirense deu mostras de pretender soltar as amarras que o prendiam à retaguarda. Foi um sinal ténue mas visível: a equipa adiantou um pouco o bloco e passou a pressionar mais à frente. O Benfica não acusou o toque, manteve a circulação, acrescentada por algumas iniciativas individuais, mas sentiu que, ao contrário do que sucedera até ao intervalo, não estava a jogar sozinho. Nessa perspetiva, o primeiro golo encarnado foi decisivo – golo construído pela intenção do remate de Matic e pela ação desastrada de Anilton, que acabou por introduzir a bola na própria baliza. A ganhar, os encarnados moderaram os ímpetos, passaram a agir como gestores de uma vantagem e não como quem procura chegar-se à frente. A equipa sentiu-se cómoda nessa situação, mesmo considerando o crescimento do adversário.
A quebra de energia deu aos últimos 12 minutos (mais três de compensação) um cariz diferente. O equilíbrio foi a nota dominante, desfeito por um golo tardio de Cardozo, com o pé direito. Quem mais podia ser?
Árbitro: Duarte Gomes (1)
Mau trabalho do cotado árbitro lisboeta, com demasiados equívocos para se salvar da nota negativa. Mais relevante do que os erros cometidos, uns mais graves do que outros, naturalmente, foi o desperdício de condições favoráveis para assinar atuação à altura dos seus pergaminhos. O encontro foi fácil de dirigir, os jogadores não complicaram mas, mesmo assim, as asneiras sucederam-se.
NOTA TÉCNICA
Jorge Casquilha. Optou por uma estratégia demasiado conservadora, com três centrais e pouca ambição. Sofreu o golo antes de mexer na equipa. (2)
Jorge Jesus. Escalou um onze dentro dos parâmetros habituais e nunca abdicou de ter a bola para atingir o objetivo. Ola John e Cardozo foram apostas ganhas. (3)
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