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Empresário admite que pagou a funcionário da Embaixada de Portugal em Bissau para obter vistos para três jogadores
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Catió Baldé admite em declarações a Record que pagou a um funcionário da Embaixada portuguesa em Bissau "para agilizar" o processo de obtenção de visto para três jogadores que eram destinados ao Benfica. O empresário assume a total responsabilidade do ato, que levou o Ministério Público a acusá-lo de corrupção, e garante que o clube da Luz nada teve a ver com os factos.
"Em primeiro lugar, desminto categoricamente que o Benfica tenha alguma coisa a ver com isto. É falso. O Benfica limitou-se a aceitar receber os jogadores para os observar e fez o mesmo que todos os clubes fazem, enviou a carta a pedir o visto para atletas que convidava a prestar provas. Fui eu que ofereci esses atletas ao Benfica. Eram jogadores da minha academia", começa por esclarecer o empresário, contactado por Record, confirmando que foi "notificado e acusado" pelo Ministério Público.
Catió Baldé reconhece que as autoridades, no âmbito de outras investigações, terão intercetado um e-mail que o comprometeu. "Eu fui apanhado marginalmente. Esse cidadão luso-guineense está envolvido noutros processos de alegada venda de vistos a estrangeiros, árabes. Provavelmente apanharam um e-mail meu, onde eu solicitava que ele, sendo funcionário da Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau, me ajudasse a agilizar o processo dentro da própria Embaixada. Os vistos não foram obtidos ilegalmente, atenção! O único pedido é que fosse agilizado o andamento desses processos, que demoram muito tempo. Podem levar até 6 meses", descreve Baldé. E acrescenta: "Quando o Benfica solicitou os vistos, a meu pedido, o processo estava muito demorado e eu pedi-lhe a ele, como funcionário da Embaixada, que me ajudasse a agilizar o processo. Os vistos foram obtidos legalmente. Se ele lá dentro se mexeu, só ele poderá explicar", aponta.
Embora assuma que pagou ao referido funcionário, Catió Baldé procura contextualizar o facto. "É verdade que eu lhe ofereci algum dinheiro porque lhe pedi que ele me ajudasse a agilizar o processo. Isto é ilegal? Evidentemente, é ilegal. É induzido a fazer corrupção? À luz do entendimento europeu é considerado corrupção. Eu assumo essa responsabilidade. Na altura estava muito demorado e eu pedi-lhe o processo fosse observado lá dentro e despachado. Mas que fique bem claro que o Benfica nada tem a ver com isto", reforça.
Catió Baldé acrescenta que os jogadores envolvidos neste caso "já são todos portugueses e têm cá os pais". De acordo com uma investigação da SÁBADO, Catió Baldé pagou 20 mil euros a César Almeida. Um dos jogadores envolvidos, segundo a revista, "já esteve para ser vendido a um clube alemão por 20 milhões de euros", um indício de que se trataria de Úmaro Embaló, que esteve perto de se transferir do Benfica para o RB Leipzig. Catió Baldé prefere não revelar a identidade dos jogadores em causa mas garante que "Úmaro Embaló nada teve a ver" com a referida situação.
O comunicado do Catió Baldé
"Face a notícias que estão a circular na comunicação social sobre a acusação à minha pessoa de ter corrompido um funcionário luso guineense tendo em vista a obtenção de vistos para atletas guineenses.
1. Confirmo que fui notificado da acusação à minha pessoa no processo que envolve o funcionário guineense.
2. Fui apanhado mariginalmente neste processo. Fui acusado de ter pedido a esse funcionário de agilizar os pedidos de vistos solicitados.
3. Todo o processo da obtenção de vistos cumpriu os trâmites legais. O pecado foi ter solicitado a ajuda na agilização do processo burocrático.
4. O Benfica não tem nada a ver com o pedido da agilização do processo. Assumo toda a responsabilidade do ato.
Aliás, é costume e habitual estes tipos de pedido. Visto que o processo da concessão do visto é demorado. Responsabilizar o Benfica revela má-fé", pode ler-se.
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