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"Luís Duque credibilizou a Liga, pôs os clubes a trabalhar em conjunto. Por que razão mudar?...
R – O Benfica vai apoiar Luís Duque para um segundo mandato?
LFV – Vamos ser coerentes em relação à moção de confiança que votámos no último conselho de presidentes e que foi igualmente apoiada na assembleia geral. Luís Duque credibilizou a Liga nestes meses, pôs os clubes a trabalhar em conjunto, conseguiu trazer de regresso os patrocinadores. Os clubes reconheceram o mérito do seu trabalho; por que razão temos de mudar quando se estava a ir na direção certa?
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R – Mas o presidente do FC Porto já disse que não vai apoiar Luís Duque...
LFV – Tem todo o direito de não o fazer, mas não com os argumentos que ouvi. Não se pode fazer da Liga uma arma de arremesso contra a FPF. Não pode vir falar-se de arbitragem, quando a arbitragem é um assunto da Federação. A Liga tem que ver com o negócio do futebol, ponto. O consenso com que se trabalhou nos últimos meses trouxe paz ao futebol português, e com essa pacificação regressaram os patrocinadores à Liga e à Taça da Liga. Infelizmente, qualquer que venha a ser o desfecho destas eleições, esse consenso acabou. Esperemos que os patrocinadores não voltem a abandonar o futebol, porque, se isso acontecer, alguém vai ter de assumir as responsabilidades por essa fuga.
R – Está a falar do FC Porto?
LFV – Todos aqueles que com um presidente e uma direção em funções e devidamente legitimada andaram a preparar durante meses uma candidatura. Levámos meses a recuperar a credibilidade da Liga e de repente queremos pôr em causa todo esse trabalho. Creio que não é apenas absurdo como também muito perigoso.
R – Acha que o facto de Luís Duque ter processos pendentes em tribunal não é um argumento válido?
LFV – Certamente que não, principalmente quando vemos quem é que trouxe esse argumento a público. Quantos gestores de empresas em Portugal não têm processos em tribunal? Quantos presidentes de clubes não os têm? Isso retira-lhes competência ou motivação? Claro que não. Nós devemos ter divergências no campo, temos de querer ganhar lá dentro, mas, fora dele, quanto maior for o consenso à volta do negócio futebol, melhor será para todos. Esta fratura que alguns querem introduzir na Liga pode ter um custo elevado, e é bom que todos pensem bem no que querem fazer. Quanto se começam a contar espingardas, é um mau princípio.
R – Quando atrás falou de pessoas que andam há meses a preparar uma candidatura à Liga, estava a referir-se a Pedro Proença?
LFV – Sim, pelos vistos tem essa ambição, que é legítima, mas quando essa ambição choca com a possibilidade de prejudicar o futebol português, então acho que ele próprio devia parar.
R – Acha que Pedro Proença virá a ter o apoio do FC Porto e do Sporting nestas eleições para a presidência da Liga?
LFV – Da parte do Sporting esse apoio é natural. Pedro Proença é amigo do seu presidente, até creio que foi seu colega de escola ou faculdade e a verdade é que Bruno de Carvalho sempre se declarou contra Luís Duque. Portanto, da parte do Sporting há total coerência. A colagem do FC Porto ao Sporting é que me surpreende. Historicamente era ao contrário e depois do que o presidente do Sporting disse de Pinto da Costa, mais surpreendente é.
R – Acredita na vitória de Luís Duque?
LFV – Mais do que acreditar, espero que isso suceda, a bem do futebol português, mas, mesmo que isso aconteça, as fraturas vão ficar. Sinceramente, não sei qual foi a necessidade de se chegar aqui. O FC Porto tinha divergências, falávamos, resolvíamos, é para isso que serve a Liga, é para isso que servia o conselho de presidentes e a assembleia geral. Mas usar o argumento da arbitragem é que me parece completamente deslocado.
R – Mas o FC Porto foi muito crítico da arbitragem na última época...
LFV – De quê? Do empate na Madeira quando nós tínhamos perdido em Vila do Conde, ou do empate em Belém quando nós empatámos em Guimarães? O facto de o FC Porto não ter vindo à Luz para ganhar, quando era o único resultado que lhes interessava, também é culpa dos árbitros? Queixas de arbitragens todos nós temos, mas Vítor Pereira está no Conselho de Arbitragem há oito anos, só agora é que deixou de ser competente? Nos anos em que o FC Porto ganhou, era uma referência, agora já deixou de ser? Temos de ser sérios e, principalmente, perceber que a Liga deve servir para tratar do futebol enquanto "negócio" e que a arbitragem está na tutela da Federação.
«Nenhuma liga europeia sorteia os árbitros»
R – O Benfica opôs-se ao sorteio dos árbitros. Porquê?
LFV – Por coerência. Não podemos atribuir a culpa pela falta de resultados aos árbitros. Erraram, vão continuar a errar porque é humano, mas a verdade é que erram hoje muito menos do que erravam há dez anos. A verdade é que todos reconhecem que o grau de preparação dos nossos árbitros é cada vez maior. Querem comparar o que é hoje a arbitragem portuguesa com o que era num passado não muito distante? Não é pelo sorteio que os erros vão acabar, pelo contrário, é uma porta aberta ao desconhecido. Numa área tão sensível como é a arbitragem, não é bom cair na tentação de fazer experiências e voltar 12 anos para trás. Temos de garantir é que os melhores árbitros vão estar à frente dos jogos de maior dificuldade, porque isso é uma garantia para todos. Nenhuma liga europeia sorteia os seus árbitros, deve ser por alguma razão.
«Nada a opor à centralização dos direitos de TV»
R – Em que situação fica a BTV num cenário de centralização dos direitos televisivos?
LFV – Se houver vontade de todos, o Benfica não tem nada a opor à centralização dos direitos. Há um grupo de trabalho na Liga a analisar essa opção. Seja qual for o futuro da Liga em termos de direitos televisivos, a BTV será sempre um projeto que continuará e terá o seu espaço com os nossos jogos ou sem eles, mas com outros conteúdos desportivos igualmente relevantes.
R – A BTV está a negociar os direitos televisivos da Premier League? E a Liga espanhola?
LFV – São operações que, como deve calcular, não devem ser tratadas na praça pública.
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