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Antigo jogador do Benfica foi diagnosticado há 7 meses e tenta levar uma vida normal
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Diagnosticado com um tumor no cérebro, Andrija Delibasic, antigo avançado montenegrino que foi campeão pelo Benfica na temporada de 2004/05, contou numa entrevista ao 'Mundo Deportivo' que tenta levar "uma vida normal". O agora diretor desportivo do Buducnost Podgorica não sabe se o problema se ficou a dever ao futebol, mas reconhece que levou muitas pancadas na cabeça ao longo da carreira de futebolista.
"Estou há quase um ano com isto, desde que me deram o diagnóstico. A cada três meses tenho de fazer uma ressonância magnética à cabeça, para verificar se está tudo em ordem, e até agora está tudo bem", explicou o antigo avançado, de 42 anos, que em Portugal passou também pelo Sp. Braga e pelo Beira Mar.
"Toda a gente me pergunta como pôde isto acontecer-me a mim, que sou um desportista. Mas há muitos casos de futebolistas e desportistas profissionais que sofrem de tumores cerebrais, há que viver com isto. Sinto-me forte, a minha família acompanha-me nesta luta. Sigo em frente e levo uma vida normal, trabalho e treino aquilo que posso no ginásio. Não jogo futebol", acrescentou, frisando que ainda está em fase de recuperação. "Não me deixei ir abaixo. Claro que é grave, mas fui muitas vezes operado durante a minha carreira e já recebi diagnósticos maus. Não sou de chorar e perguntar 'por que me aconteceu isto?'. Graças a Deus tenho amigos médicos no Montenegro e na Sérvia que são neurologistas, falei com eles. Disseram-me que tinha de fazer tratamentos de radioterapia e um pouco de quimioterapia. São comprimidos que terei de tomar durante vários anos. Não é agressivo, não me afeta, nada. Os resultados das minhas análises estão cada vez melhores, já são bons."
Delibasic refere também que os médicos não sabem explicar se há uma ligação da doença ao futebol. "Há médicos e cirurgiões que me dizem que pode ser um traumatismo de há uns sete ou oito anos que não sarou. Ninguém me disse antes para fazer uma TAC à cabeça... Não se sabe, mas tive muitos duelos aéreos e recebi tantas pancadas na cabeça que pode ser do futebol", reconheceu o antigo avançado. "Partiram-me a cabeça umas 15 ou 20 vezes."
O agora treinador conta que agora tem um estilo de vida mais saudável. "Não como carne nem bebo álcool. Não sei como isto soa, mas estes 7 meses foram os melhores da minha vida. Estou mais tempo com os meus amigos, com pessoas que me trazem coisas positivas, com a minha família. Tirei coisas boas desta situação."
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