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Avançado brasileiro do Atlético Mineiro passou a carreira em revista numa reportagem da 'GloboEsporte'
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Deyverson é um nome muito conhecido do futebol brasileiro e, apesar de ter passado por Portugal, é um daqueles jogadores que muito facilmente são esquecidos pelos adeptos portugueses. Apesar de a passagem pelo nosso país não ter sido propriamente brilhante, o avançado brasileiro não esconde que a transferência para o Benfica é algo que nunca esquecerá, muito por culpa do choque de realidades que sentiu assim que entrou nos portões do Seixal.
"Cheguei no Seixal, que é onde o Benfica fica, e a estrutura era sensacional, surreal. Deram-me um cartão e disseram-me: 'Este aqui é o teu quarto'. E eu pensei: 'Não é possível, isto é um sonho'. Apresentaram-me o Centro de Treinos e disseram-me: 'Este é o cartão do teu quarto, tens de passá-lo nos sítios que fores'. E eu só pensava: 'Onde é que eu estou? Isto não é possível'. Fechava os olhos, beliscava-me e pensava: 'Isso é mesmo verdade, eu estou mesmo aqui?'. Entrei no quarto e estava tudo bonitinho. Toalha, a roupa, tudo bonitinho", começou por recordar o agora jogador do Atlético Mineiro, numa reportagem da 'GloboEsporte'.
Contratado ao Mangaratibense, Deyverson não esperava encontrar tantas diferenças entre o futebol brasileiro e o europeu, especialmente nos treinos. "Fiz o meu primeiro treino no Benfica. Foi um treino físico. Em 30 dias de testes, 10 foram físicos. Quase que me saía o coração pela boca. Comecei a achar que aquilo já era mesmo para eu não passar, para uma pessoa desistir. Dez dias de testes?", lembrou, salientando a qualidade dos jogadores que encontrou no Benfica Campus: "Tinha João Cancelo, André Gomes, Bernardo Silva, Miguel Rosa, Ivan Cavaleiro... hoje todos jogam na Premier League [n.d.r.: Miguel Rosa nunca jogou na Premier League e já terminou a carreira]. E eu lá no meio só pensava: 'O quê que eu estou a fazer aqui?' Estava acostumado a jogar no pelado."
Até que chegou a proposta do Benfica, um dia que Deyverson nunca mais esquecerá. "No último dia de testes fiquei no banco num jogo particular. A faltar 10 minutos para acabar o treino, o treinador chama-me. Estava 0-0. Entrei e o jogo acabou 2-0, com dois golos do 'pai' em praticamente 9 minutos. Foi um de cabeça, de peixinho. E outra a bola sobrou para mim e eu só 'chapei'. No final, o treinador, o Norton de Matos, chamou-me e disse que estava muito feliz com meu desempenho e que queria muito contar comigo. Primeiro pensei que era aquela conversa para me dispensar, mas depois percebi que não era e fiquei todo feliz, comecei a chorar e abracei-me a ele. Nem tínhamos intimidade. Cinco anos de contato, um salário mínimo, na época era 1.200 euros. Liguei para a minha mãe, todo feliz, emocionado: 'Passei, passei', disse-lhe. Ninguém acreditou, foi um choque."
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