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Lima entrou a 100, mas o Benfica foi fiel ao princípio: devagar se chega ao título...
O Benfica venceu a “final” de Braga e deu assim um passo importantíssimo para a conquista do título. Depois do triunfo de ontem, dificilmente a equipa de Jesus irá desperdiçar a oportunidade de oiro de ser campeã. Os festejos moderados no final do jogo não deixaram de ser... festejos de quem sente que a meta está próxima e que, desta vez, não haverá lugar a tropeções.Na “pior” das hipóteses, o Benfica tem “apenas” que ganhar os três jogos que lhe falta disputar na Luz.
Consulte o direto do encontro.
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Os encarnados voltaram ontem a demonstrar grande competência mas também alguma vocação para o risco desnecessário. Ao marcar um golo cedo (o centésimo de Lima em Portugal), o Benfica não tirou partido do balanço que a vantagem lhe deu e entrou muito cedo em modo de controlo que nem sempre é totalmente eficaz. Basta recordar o que se passou com o Tottenham na Luz.
Assim, o Sp. Braga manteve-se vivo até ao final do jogo e mesmo com as tremendas limitações que teve para enfrentar o anunciado futuro campeão nunca perdeu a atitude descomplexada e generosa que teve desde o primeiro minuto. Apesar de armas tão desiguais, o maior mérito que o Sp. Braga teve no jogo foi alimentar a dúvida (ainda que ténue) quanto ao resultado final, ainda que para esse mérito muito tenha contribuído também a postura mais indolente do Benfica.
Marcar e parar
O Sp. Braga entrou forte, mas oBenfica ainda mais forte entrou. Sempre que a bola chegava a Enzo Pérez, o jogo acelerava. E foi do argentino que surgiu um passe que isolou Gaitán nas costas de Santos e Vinícius, deixando-o na cara de Eduardo. Gaitán passou o guarda-redes mas perdeu ângulo e a bola saiu ao lado.
Estávamos no minuto 8 e, ao 10.º, o mesmo Gaitán teve a chance de finalizar, mas preferiu fazer a assistência para... ninguém. Três minutos depois, o golo. Perda de bola de Dabó, arranque de Gaitán e Rodrigo a aproveitar o espaço aberto no corredor direito da defesa minhota. Temporizou, driblou Santos em direção à linha de cabeceira e “chamou” Lima à marcação.O brasileiro teve a leitura correta e só precisou de encostar, enquanto Luiz Carlos e Paulo Vinícius ficavam a apreciar.
Com uma entrada tão convincente quanto eficaz, supôs-se que a “final” de Braga iria ser um agradável passeio. Não foi. Por um lado, porque o Sp. Braga (sempre com Ruben Micael a organizar e a fazer passes de rutura que criaram “n” problemas à defesa benfiquista) não caiu ao primeiro soco e reagiu como se nada se tivesse passado – teve duas belas chances de fazer golo, primeiro num remate de cabeça de Rusescu (30’) e depois numa desmarcação de Pardo, a passe de Micael, tendo Siqueira cortado a bola no último instante (36’). Depois, porque oBenfica ao “perder” Enzo Pérez (não voltou a ser o mesmo depois de um choque, aos 32’, que o deixou grogue) perdeu também o seu polo dinamizador. A equipa entrou rapidamente em modo de controlo.
Aos solavancos
O Benfica da 2.ª parte começou por ser mais intenso e pressionante.Gaitán voltou a dar cabo dos nervos a Dabó e aos 50 (cabeça de Fejsa) e 51 minutos (remate de Rodrigo) surgiram duas oportunidades para as águias resolverem o jogo sem mais sobressaltos.
Perante um Sp. Braga mais metido no seu meio-campo e com reduzida capacidade de saída, tudo estava encaminhado no sentido de a equipa de Jesus marcar uma diferença clara. Afinal, aquela diferença que se constatava logo pela leitura dos dois onzes. Um cheio de estrelas, outro cheio de remendos.
Mas se é verdade que as camisolas não ganham jogos, muito menos o fazem os nomes. E o Sp. Braga, mesmo com os limitados recursos que teve ao seu dispor, sacudiu a pressão, recuperou o equilíbrio e manteve acesa a chama da ilusão. O penálti desperdiçado por Rodrigo ajudou a alimentar essa esperança até final do jogo, ainda que a baliza de Oblak não tivesse sido seriamente ameaçada.
Árbitro do encontro: Pedro Proença (nota 3)
Muita conversa (pedagógica, obviamente) com jogadores e até treinadores mas ação condescendente no capítulo disciplinar. Fejsa (por acumulação) e Luiz Carlos cometeram infrações que justificavam deixarem as suas equipas reduzidas a dez. Induzido em erro por Tiago Trigo num offside tirado a Lima (58’) em lance prometedor, decidiu bem no lance do penálti. Seguro e tranquilo.
Nota técnica
Jorge Paixão, com uma equipa altamente debilitada, foi fiel à identidade que já criou. Potenciou os recursos que tinha ao seu dispor e foi corajoso na reta final. (3)
Jorge Jesus. Voltou com sucesso à fórmula da Liga, mas a gestão parece estar a bloquear alguns jogadores. Boa aposta em Sílvio e recurso oportuno a Amorim (3)
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