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Presidente da câmara de Lisboa integrou a comissão de honra do atual líder dos encarnados
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Fernando Medina, presidente da câmara de Lisboa, explicou em entrevista à RTP3 que integrou a comissão de honra da candidatura de Luís Filipe Vieira às eleições do Benfica "há mais de um ano", numa altura em que estas acusações não eram conhecidas. Mas também admite que, se na altura se soubessem, "as coisas teriam sido diferentes".
"O meu desejo em relação a este caso, como em relação a tantos outros, é que rapidamente seja feita uma investigação, seja ou não deduzida uma acusação e que, se for esse o caso, ela seja julgada com rapidez", disse o autarca.
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"A minha participação na comissão de honra foi feita há um ano, a título pessoal, como adepto, num contexto em que muitas destas coisas não eram conhecidas, não havia acusação nenhuma. Fala-se muito na praça pública, os jornais estão sempre cheios de muitas coisas, algumas concretizam-se, outras não, e por isso tratou-se de um apoio pessoal, limitado no tempo, a alguém de quem faço uma avaliação positiva do que foram muito anos de liderança à frente do Benfica. Nada disto implica com mas minhas decisões do ponto de vista político, sobre as quais, aliás, tenho a sublinhar a grande correção e empenho no tratamento igualitário de todos os clubes da cidade de Lisboa", acrescentou Medina.
O jornalista insistiu e perguntou-lhe se esse apoio foi um erro. "Há mais de um ano nem estes factos eram conhecidos, nem havia investigação com estas características. Não havia acusação. Nem para mim nem para as centenas ou milhares de pessoas que o apoiaram, num reconhecimento pelo trabalho feito no âmbito desportivo e no desconhecimento de qualquer ilegalidade que comprometesse o desempenho de funções. Obviamente que se o tivesse, as coisas teriam sido diferentes."
Deve haver uma separação mais clara entre o futebol e a política? "Defendo essa separação no exercício de cargos. Creio, aliás, que o parlamento está a discutir essa matéria, com a qual concordo. A questão é saber onde está a fronteira entre o responsável, a vida pessoal e o adepto. Tratando-se de um apoio enquanto adepto, não creio que esteja em causa a idoneidade enquanto político", referiu, acrescentando: "Não deve de haver essa proximidade e essa separação deve ser a regra."
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