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Extremo norte-americano chegou à Luz em 2008 apelidado de prodígio e comparado a Pelé, mas não vingou
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Quando o Benfica contratou Freddy Adu no verão de 2008, o extremo era considerado um jovem prodígio que iria revolucionar o futebol nos Estados Unidos. Comparado a Pelé pela idade precoce com que começou a dar nas vistas (estreou-se na MLS com apenas 14 anos), o jogador não vingou na Luz e se voltasse atrás tomaria outra opção.
"Não fazia ideia do que me esperava. Quando cheguei a Lisboa o aeroporto estava cheio de adeptos do Benfica, nunca tinha vivido nada assim. Não conseguia passar, fiquei surpreendido. Eles abraçaram-me e cantavam", recorda Adu numa longa entrevista ao 'Mirror US Sports', admitindo que a vinda para o Benfica deu início a "uma reação em cadeia" que acabou por prejudicar o seu desenvolvimento, com sucessivos empréstimos ao Monaco, Belenenses, Aris e Rizespor, antes do regresso aos EUA. "Sabendo o que sei hoje, não tomaria essa decisão. Quando és jovem precisas de jogar para ganhar experiência. Por isso, tomaria decisões diferentes", frisa.
Aos 36 anos, e depois de se ter retirado em 2020, Freddy Adu admite que acusou a pressão de ser apontado como a grande esperança do futebol norte-americano. "Foi muito emocionante, mas mentiria se não dissesse que também havia imensa pressão. Eu sabia que aquelas pessoas todas iam ver os jogos porque tinham ouvido falar daquele miúdo de 14 anos que era suposto ser um fenómeno", afirma o antigo extremo, acrescentando: "Havia tanta expectativa e a MLS queria promover a liga. Era ingénuo, mas não ia dizer que não."
Eternamente grato a Ronaldo
Depois de ter gravado um anúncio com Pelé, Adu admite ter ficado maravilhado pela segunda vez na vida quando fez um período de testes no Manchester United, em 2006. "O Ronaldo fez-me sentir confortável enquanto lá estive. Esforçou-se para falar comigo e ofereceu-me ajuda. 'Ei, se precisares de alguma coisa, avisa, gostava de te levar a sair'", revelou o norte-americano, recordando o primeiro encontro com o craque português.
"Tinha treinado com os sub-21 e ele, ao sair de carro depois do treino da equipa principal, parou, baixou o vidro e falou comigo. Fomos jantar e deu-me conselhos. As pessoas não o conhecem como pessoa, apenas o veem como o Ronaldo da televisão", afirma Adu, que trabalha atualmente com jovens jogadores. Tendo por base a sua carreira, deixa um conselho aos jogadores. "Diria para ficarem e ganharem o máximo de experiência na MLS, fiquem um pouco mais de tempo, não se apressem a ir para o estrangeiro. Sei que é tentador ir jogar para o estrangeiro, sobretudo na Champions, mas tenham paciência", sublinha.
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