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Extremo conta que era incapaz de representar um rival do Benfica
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Terceiro argentino com mais jogos pelo Benfica (253), numa lista liderada por Otamendi (268), Nico Gaitán não esconde a ligação ao clube que representou entre 2010 e 2016 e onde se sagrou tricampeão. Por isso, o extremo revela que recusou uma proposta do FC Porto.
"O meu agente sabe um pouco mais sobre isso. Eles tentaram fazer uma jogada estranha, mas eu não consegui, não podia. Para mim, quando sinto uma ligação [com um clube], não consigo ir [para o maior rival]. Não consigo, por muito que tentem", revela o esquerdino, em entrevista ao 'Flashscore'.
Gaitán, que também vestiu as camisola de Sp. Braga e Paços de Ferreira em Portugal, recorda com saudade o Benfica. "O clube, como organização, é gigantesco. Eles preocupam-se a 100 por cento com os jogadores e sua família. Dessa forma, podem exigir muito de nós porque não temos mais nada com que nos preocuparmos", assegurou, contando: "O Benfica é um monstro. Estive lá há um ano e está a crescer cada vez mais."
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O jogador refere que lhe faltou essa atenção quando chegou ao At. Madrid, em 2016. "A atenção que recebi no Benfica quando cheguei, em 2010, não recebi no Atlético. Então começas a sentir-te um pouco... podes passar mais dias à procura de casas porque um amigo te deu o contacto de uma imobiliária e eu não estava habituado a isso, era como se o clube fizesse tudo por mim e no Atlético não era assim. No Benfica, eu tinha essa atenção como garantida, mas no Atlético, não."
Do Benfica guarda ainda a memória de Jorge Jesus, que o levou para a Luz e considera ter sido o melhor treinador da sua carreria. "Ele mudou a minha mentalidade, a minha posição", assegurou Gaitán, um 10 que JJ transformou em extremo. "Tudo o que ele dizia que ia acontecer no jogo, acontecia. Acho que ele vai ganhar o campeonato saudita com o Cristiano [Ronaldo], porque ele tem um talento especial para ler o adversário. E depois, num vídeo de 30 segundos, ele dá as dicas para prejudicar o adversário. Acho que ele é extraordinário."
Sem jogar desde que representou o Sarmiento de Junín, em 2024, Gaitán, de 37 anos, refere que não terminou a carreira. "Nunca afirmei que me retirei. Desta forma, se surgir uma proposta que me agrade, é claro que posso jogar imediatamente", deixou claro, lamentando não se ter concretizado o regresso ao Boca Juniors, de onde saiu para representar o Benfica.
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