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Diretor-geral do Benfica Campus em entrevista ao AS
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As conquistas da Seleção sub-17, que em apenas um ano venceu o Europeu e Mundial da categoria com 9 jogadores formados no Benfica, e a própria ascensão de alguns desses miúdos à equipa principal dos encarnados - Daniel Banjaqui e Anísio Cabral foram, por exemplo, protagonistas na goleada de ontem ao Estrela da Amadora -, fez acender os holofotes sobre o Seixal e tem vindo a despertar a atenção de vários tubarões europeus. Numa entrevista ao AS, Guilherme Müller, diretor-geral do Benfica Campus, assumiu que tem havido "muito interesse" por parte de diversos emblemas e reforçou que as águias têm um plano para todos os jovens jogadores, sublinhando também que, no que dependesse apenas da sua vontade, todos esses 9 jogadores (Tomás Soares, Rafael Quintas, Miguel Figueiredo, Ricardo Neto, Stevan Manuel, Anísio Cabral, José Neto, Miguel Figueiredo, Daniel Banjaqui) estariam na equipa principal "em dois ou três anos".
"Os Mundiais são vitrines enormes, mesmo na categoria Sub-17. Poucos torneios dão essa visibilidade a essas idades. Portugal foi campeão e o Benfica contribuiu com nove jogadores, o que gera muita curiosidade. Muito interesse. Sim, eles geraram interesse em áreas mais especializadas do futebol. São jogadores que despertam curiosidade, que geram interesse de outros clubes para entender qual é a sua situação. É natural que despertem interesse, mas o Benfica tem um plano de evolução para todos eles. Se dependesse apenas de mim, em dois ou três anos esses nove jogadores estariam na equipa principal. Haverá alguns que têm mais probabilidades de o conseguir hoje em dia porque foram submetidos a uma pressão maior mais cedo do que o esperado e, portanto, isso também lhes trouxe um desenvolvimento precoce. Sei que é difícil, mas estou convencido de que vários deles chegarão à elite", afirmou o responsável pelo centro de formação dos encarnados, confessando que gostava de ver esta 'fornada' a representar Portugal no Mundial 2030.
"A melhor forma de conhecermos a qualidade dos nossos jogadores é observar os dos outros. Há um dado que é factual, não depende da minha opinião - sei que sou imparcial e acredito que os meus são os melhores -, mas há um dado objetivo: o Benfica lidera historicamente as convocatórias das seleções nacionais em todas as categorias. O meu desejo é que, em 2030, a maioria da seleção portuguesa seja formada por jogadores do Benfica. Se, nessa altura, conseguirmos mantê-los e eles ainda forem jogadores... isso já é outra questão [risos]."
Guilherme Müller falou ainda sobre a necessidade de alargar o Seixal. "A academia é de elite, mas precisa de crescer. Há mais equipas, mais pessoal e mais exigências. Por isso, gostaria que estivéssemos num caminho de expansão das infraestruturas. Precisamos de ampliar as infraestruturas e continuar a cumprir a nossa missão: formar jogadores com impacto na equipa principal. Nos últimos anos, a percentagem de jogadores formados no clube que chegam e têm impacto na equipa principal é o dobro da média europeia. É um dado importante para nós e que devemos continuar a incentivar. Queremos continuar a crescer para continuarmos a ser um pilar estratégico do clube", disse.
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