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10 maio

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Inter-Benfica, 4-3: Recoba foi ás de trunfo que baralhou o Benfica

Entrada do uruguaio transfigurou por completo um jogo até então dominado pelo Benfica, que devia ter chegado ao intervalo... a ganhar

Inter-Benfica, 4-3: Recoba foi ás de trunfo que baralhou o Benfica
Inter-Benfica, 4-3: Recoba foi ás de trunfo que baralhou o Benfica • Foto: João Trindade

Marcar três golos em San Siro e ser eliminado! Aconteceu ao Benfica, numa noite frenética, com uma segunda parte alucinante face ao número de tentos obtidos (cinco) em reduzido espaço de tempo (entre os 60 e os 76').

A turma da Luz podia ter feito história, em especial se olharmos ao modo como se desenrolou a primeira metade, período em que o Inter passou por situações de total desnorte, tal a forma como o Benfica se organizou e logrou assumir as rédeas da partida.

A entrada de Recoba, porém, tudo modificou. A transfiguração dos italianos, para muito melhor, foi proporcional à queda dos encarnados, que às duas por três se perderam num dilema: ou mantinham o estilo certinho, de atacar pela certa e não perder a bola, ou então, em desvantagem, era necessário arriscar mais e correr atrás do prejuízo. Enquanto "pensavam" o que fazer, o Inter foi marcando, primeiro atingindo o 3-1 e depois o 4-2, números que obrigavam os portugueses a terem de recuperar e voltar a recuperar.

Nuno Gomes e Tiago fizeram renascer a esperança, depois de Camacho ter lançado Sokota e Manuel Fernandes em campo. Os 4-3, a cerca de um quarto de hora do final, devolveram a chama ao Benfica, que porfiou sempre, mas então muito mais com o coração do que com a cabeça.

Como na Luz

O Benfica efectuou, na primeira parte, o dobro dos remates do Inter. E não só controlou as operações como, em certos períodos, o seu domínio foi absoluto. Os encarnados jogavam em San Siro como se estivessem na Luz, com desenvoltura e sem receios, só pecando na finalização: apenas ao sétimo disparo, o do golo de Nuno Gomes, acertaram na baliza.

Para trás tinham ficado duas ou três boas situações, de Zahovic logo ao início e de Armando e João Pereira por volta da meia hora, mas em todas elas faltou pontaria. Parecia até que a equipa ficava espantada com a facilidade com que se acercava da baliza de Toldo!

Com muito espaço para trocar a bola e sem sentir qualquer pressão da parte do Inter - os italianos nunca dispuseram de um organizador de jogo e muito menos de um homem com um toque de classe - o Benfica cresceu, ganhou confiança e pode lamentar-se de volvidos dois minutos do golo o mesmo Nuno Gomes ter atirado ao poste!

Depois surgiu a inspiração de Karagounis, que foi por ali fora, galgando metros e ultrapassando adversários, até dar a Martins o golo do empate. A equipa portuguesa de modo algum merecia ter saído para o intervalo com este resultado.

Seja como for, a eliminatória estava ao alcance e os quartos-de-final da Taça UEFA não constituíam sonho: era bem possível atingi-los. O tento do Inter, todavia, obtido numa altura crucial da contenda, era bem capaz de funcionar como um estimulante para um onze até então sem rei nem roque.

Entra Recoba

Agora com uma linha de quatro defesas (Zanetti recuou para lateral esquerdo), manobra já ensaiada nos últimos minutos da primeira parte, o Inter surgiu mais "bem-disposto", transpondo para o relvado uma alegria que alguns minutos antes era impossível de prever. A entrada de Recoba ajudou a cimentar esta ideia, mas a estrelinha do jogo esteve do lado do uruguaio e de Zacheroni: na primeira vez que tocou na bola, Recoba fez golo. E logo a seguir assistiu Vieri para o 3-1. Como viria a assistir Martins para o 4-2! Foi o tal período em que o Benfica andou de cabeça à roda, com Petit, Tiago e Zahovic incapazes de pegarem no jogo. Cansaço físico à mistura. A entrada de Sokota espevitou, mas o espaço para o trio mais adiantado do Inter se movimentar também aumentou. E dar o dito a homens como Recoba, Vieri ou Martins é comprometer o objectivo de ter de marcar e não poder sofrer mais.

Aos 15' desta segunda parte já o Inter tinha rematado tanto como em todo o primeiro tempo. Atrás da dupla avançada, Recoba coordenava todas as acções e depois lançava o mortífero Vieri ou o velocíssimo Martins. A defesa encarnada não tinha os mesmos níveis de concentração e foi assim que Miguel, no tento do ponta-de-lança da selecção italiana, e Luisão, no bis de Martins, se viram batidos sem apelo nem agravo.

O Benfica lutou sempre, como já se disse, e a presença de Sokota junto de Nuno Gomes obrigou a mais atenção de Adani e Gamarra. Nunca se deixou de acreditar na igualdade e até ao último suspiro do quarto minuto de compensação houve no ar a ideia do apuramento. Seria uma prenda bem bonita para os cerca de seis mil portugueses que de Portugal como de algumas cidades europeias se deslocaram até Milão.

O Benfica deixa a UEFA de cabeça erguida mas com um grande amargo de boca: como é possível marcar três golos em San Siro e ficar pelo caminho? Uma questão para digerir, mesmo para nós, ainda a interiorizar os loucos minutos da segunda parte...

Árbitro

Alain Sars (4). Brilhante actuação do juiz francês, adepto do jogo pelo jogo, não ligando às eventuais fitas dos intervenientes e assinalando as faltas que o eram mesmo. Várias vezes fez sinal aos jogadores para se levantarem e correrem. O jogo não teve casos e no lance Toldo-Sokota ficámos com a ideia de que não houve intenção.

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