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“Não tenho a certeza que vão deixar o clube”, disse, sobre Garay, Enzo e Gaitán...
Jorge Jesus afirmou ontem em Luanda não estar “muito preocupado” com o interesse que os principais jogadores do plantel, casos de Garay, Enzo Pérez e Gaitán, despertam. “É o preço do sucesso”, observou. O técnico do Benfica lembrou os jogadores que tem transformado “em melhores do Mundo” e até se considerou melhor do que José Mourinho.
O técnico campeão nacional foi o convidado de honra de uma conferência promovida pelo “Sol”. Antes de participar num painel sobre o futebol da lusofonia, com o selecionador angolano, Romeu Filemon, os treinadores Lúcio Antunes (ex-selecionador de Cabo Verde, agora no Recreativo da Caála), Miller Gomes (Recreativo de Libolo) e Zeca Mendonça (Benfica de Luanda), Mateus, jogador do 1.º de Agosto, e Edgar, ex-futebolista dos encarnados, concedeu uma entrevista pública, conduzida pelo diretor daquele semanário, José António Saraiva.
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Foi-lhe perguntado qual é o melhor treinador português: ele ou se o homólogo do Chelsea? Entre sorrisos, Jesus, de 59 anos, acabou por responder: “O melhor é o JJ.” Segundo ele, a diferença está nas oportunidades. “Mourinho tem a felicidade de treinar equipas que proporcionam a vitória na Champions com jogadores já feitos. Eu tenho a felicidade de transformar jogadores com potencial em melhores do Mundo”, sublinhou.
Já no painel, Jesus não se mostrou “muito preocupado” quando a conversa versou transferências. “Primeiro, estou habituado. Depois, a estrutura do futebol do Benfica, o presidente e o Rui Costa estão em Portugal e estamos sempre em contacto. O que está a acontecer é o preço do sucesso. Fizemos uma época brilhante e é natural que as grandes equipas, com um poder económico superior ao Benfica, disputem os nossos melhores jogadores. E digo disputar, porque não tenho a certeza de que vão deixar o clube.” Isto apesar de Garay estar muito perto de assinar pelo Zenit e Enzo pelo Valencia.
O futebol como ciência e o Mundial
Isolado em casa
“Quando perco, isolo-me em casa”, contou JJ, frisando: “Tenho um estúdio e como possuo os vídeos dos jogos procuro entender por que perdi.” Para Jesus, o futebol “é uma ciência” e as novas tecnologias “ajudam os treinadores”. “Os jogadores das grandes equipas é que não gostam muito. Não lhes passo mais de dez minutos para não se distraírem. Tenho sete pessoas a trabalhar os vídeos e para esses dez minutos são visionadas mais de 50 horas.”
Corrigir posições
O técnico é muito ativo durante os jogos. “Grito muito porque estou sempre a corrigir as posições dos meus jogadores. O jogo está sempre a desorganizar-se e portanto é preciso corrigir”, explicou. O amadorense reforçou que ser selecionador não está nos seus planos imediatos. “Não é a minha paixão”, disse, justificando: “Sem estar no campo todos os dias tenho alguma dificuldade. Daqui a dez anos já sou capaz de pensar nisso. Atualmente não.”
Sobre a Seleção
Para Jorge Jesus, a SeleçãoNacional era, ao início, uma das candidatas ao título mundial. “Falar é fácil, mas jogar é mais difícil”, atirou o técnico do Benfica, acrescentando que a derrota diante da Alemanha não foi surpreendente.A explicação para os quatro golos sofridos?“Há coisas que um treinador não tem capacidade para alterar. Depois da expulsão do Pepe já nada havia a fazer. Não houve tempo para Paulo Bento intervir, com tantas coisas a acontecer.”
Brasil é favorito
Sobre o Mundial, mais concretamente, JJ não tem dúvidas de que oBrasil é favorito, colocando a Argentina ao lado do escrete no que diz respeito à probabilidade de conquistar o título.“O Brasil joga muito melhor em casa.Quanto à Argentina, é um país vizinho e, por isso, também terá muito apoio”, afirmou o treinador, sublinhando que a formação germânica está a correr por fora rumo ao cetro:“São os outsiders, nesse aspeto, mas estão a jogar para o título.”
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