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06 abril

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Jorge Jesus não confia no banco

A diferença da derrota com o Sp. Braga para o empate com o Sporting é que a mudança foi menos conservadora...

Jorge Jesus não confia no banco
Jorge Jesus não confia no banco • Foto: Miguel Barreira

O que é que os jogos do Benfica com o Sporting e o Sp. Braga têm em comum? São os únicos, em oito jornadas de campeonato já disputadas, que a equipa de Jorge Jesus não ganhou. Mas há mais. O que é que liga o empate da 3.ª jornada, com os leões, e a derrota da 8.ª, frente aos bracarenses? Nas duas partidas, o treinador do Benfica fez apenas uma substituição.

Com o Sporting, Jorge Jesus desfez a dupla de ataque titular, tirando Talisca para dar lugar a Derley junto de Lima. Na zona central do meio-campo mantiveram-se André Almeida e Enzo Pérez. No banco permaneceram até ao fim do jogo o guarda-redes Júlio César, o defesa Lisandro López, os médios Samaris e Pizzi, e os atacantes Ola John e Bebé.

Em Braga, o técnico dos campeões nacionais foi menos conservador: abdicou do médio defensivo Samaris e fez entrar Jonas para apoiar Lima, recuando Talisca para o meio-campo. Júlio César (guarda-redes), César (defesa), André Almeida (defesa/médio), Cristante e Pizzi (médios), e Jara (avançado) ficaram no banco a ver jogar a equipa.

A leitura imediata que pode fazer-se em relação a esta opção de Jorge Jesus é que, em situações de crise, confia no onze titular e pouco mais. Artur é o guarda-redes; os laterais são Maxi Pereira e Eliseu; no eixo da defesa Luisão é o pilar; os extremos são os de sempre - Salvio e Gaitán; na zona central do meio-campo Enzo Pérez é inamovível; e o ataque está confiado a Lima e Talisca. Entre o jogo da Luz e o de Braga, registaram-se duas alterações: Lisandro López entrou para o lugar de Jardel (lesionado) e Samaris ganhou preferência sobre André Almeida.

O treinador do Benfica não quis ruturas para tentar ganhar ao Sporting - Talisca só saiu aos 86' - e quando mexeu na equipa foi para trocar um atacante por outro, embora Derley tenha caraterísticas diferentes: joga mais perto da área e é mais agressivo. Acreditou sempre que o onze escolhido tinha condições para desfazer o empate. Não teve.

Frente ao Sp. Braga, a substituição aconteceu mais cedo (62') e pretendeu gerar uma mudança na dinâmica da equipa. O desenho manteve-se (4x4x2), mas a zona central do meio-campo, com o recuo de Talisca, ficou mais exposta e na dependência quase exclusiva de Enzo Pérez. Jorge Jesus arriscou e não ganhou.

Jonas, no ataque, ao lado de Lima, pouca qualidade acrescentou - não conseguiu fazer qualquer remate - e na equipa acentuou-se um desequilíbrio que acabou por precipitar a vitória do Sp. Braga, agressivo e capaz de explorar a implosão do adversário.

Conclusão: adversários estruturados, fortes fisicamente, motivados a lutar pelo resultado são um problema para o Benfica, de Jorge Jesus, que explora até ao limite a capacidade do onze titular, sem fazer grande confiança nas opções disponíveis no banco.

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