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O atual guarda-redes do Olhanense recordou a época 2004/05, quando o treinador lhe comunicou após a derrota que sairia da equipa para dar o lugar a Quim.
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Corria a época 2004/05 quando o Benfica, então orientado por Giovanni Trapattoni, foi goleado pelo Belenenses (4-1) no Restelo. Uma partida que teve como consequência para José Moreira a sua saída da equipa titular, anunciada pelo próprio treinador italiano ao jogador num hotel em Oeiras, e que marcou negativamente a carreira do guarda-redes, como fez questão de recordar numa entrevista à revista "Jogadores", do Sindicato de Jogadores.
"Foi injusto e disse-lho. Na véspera do jogo seguinte ele foi ao meu quarto dizer-me que me iria tirar do jogo e que depois me voltava a pôr contra o Sporting, no primeiro jogo de Janeiro. Lembro-me perfeitamente. Estávamos num hotel em Oeiras, batem à porta do quarto e o Manuel dos Santos foi abrir. Era o Trapattoni, que queria falar comigo. Disse-me: 'desculpa, mas não te vou pôr a jogar amanhã, é uma decisão minha. Não foi o que tu fizeste, mas perdemos 4-1 e a equipa precisa de algo.' Respondi-lhe: 'Não concordo, mas está a fazer uma coisa em prol da equipa.' A nível pessoal foi uma decisão que me devastou, mas hoje acho que foi uma situação normal. Ele era pago para ser treinador e tomar decisões. A verdade é que fomos campeões nacionais, o Trapattoni conseguiu esse título", contou Moreira, atualmente ao serviço do Olhanense, na 2.ª Liga, destacando a frontalidade do transalpino, apesar da rotatividade fora do comum que efetuava na equipa.
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"Tirou-me da baliza e num dos jogos mais importantes da época, o famoso Estoril-Benfica no Estádio do Algarve, pôs-me a jogar. E no jogo a seguir tirou-me outra vez da baliza. Foi impressionante, porque jogámos quarta-feira para a Taça de Portugal com o Estrela da Amadora, ganhámos 3-0 fora, e no jogo seguinte, esse contra o Estoril, meteu-me a jogar. Ganhámos 2-1 e demos um grande passo para a conquista do título. Mas o Trapattoni é muito assim, funciona muito ao nível do psicológico, para motivar a equipa. E conseguiu. Não concordei com a decisão, continuo a não concordar, mas aceito-a. E gostei da honestidade dele em falar comigo antes. No final da época fomos campeões e há que bater palmas ao Trapattoni."
Mudanças radicais no Benfica
Atualmente com 33 anos, Moreira chegou ao Benfica em 1999, onde ficou durante 12 anos. Nesse período de tempo, testemunhou a evolução do clube, para melhor, lamentando que a instabilidade inicial, juntamente com as lesões, tenham afetado o seu trajeto na Luz.
"Apanhei o Benfica numa altura de transição total. Assinei com o Manuel Damásio, estive com o Vale e Azevedo, com o Manuel Vilarinho e com o Luís Filipe Vieira. Quando veio do Alverca, o sonho dele era fazer algo grande no Benfica. É muito mais fácil jogar hoje no Benfica do que naquela altura, porque havia 10 ou 12 jogadores a entrar todos os anos. (...) Todos os anos tinha de batalhar para convencer um novo treinador", referiu, explicando depois por que motivo saiu do clube: "Saí do Benfica para o Swansea com o intuito de jogar. Não estava a conseguir fazê-lo e sentia que com o Jorge Jesus não ia jogar."
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