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As declarações do treinador do Benfica depois da vitória em Chaves, por 2-0
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O Benfica venceu esta sexta-feira o Chaves, por 2-0, e avançou para a próxima ronda da Taça de Portugal. No final da partida, José Mourinho mostrou-se descontente com a exibição da equipa, mas feliz pelo objetivo de garantir a passagem à próxima fase.
"Acho que controlámos [o jogo]. Mas não estou contente, porque trabalhámos de maneira diferente. Queríamos dar mais intensidade ao jogo ofensivo e fomos lentos. Sentimo-nos sempre tranquilos, o golo cedo veio tranquilizar ainda mais. E passámos demasiado tempo a circular fácil, por fora, a nunca entrar, a procurar pouca profundidade. Na 2.ª parte foi melhor, jogámos mais no meio-campo adversário com intenção de matar o jogo. Foi o que pedi aos jogadores. Foi pena que tivéssemos acabado com o jogo só perto do final. Mas de qualquer das maneiras, gosto sempre de falar do adversário quando o adversário tem mérito. São uma boa equipa, o Filipe é um ótimo treinador, muito bem organizados. Nunca é fácil jogar contra linhas assim, tivemos exemplos assim nos últimos jogos de seleções, onde as equipas com menos potencial criaram dificuldades a jogar com linhas de cinco. O objetivo foi conseguido. Digo aos jogadores que a Taça é feita de 'tomba gigantes' e do vencedor. Do resto ninguém se lembra. Este primeiro passo foi dado com alguma tranquilidade", começou por analisar, em declarações à RTP3.
Entre o último jogo com o FC Porto e este jogo, até que ponto é que a equipa assimilou as suas ideias? "Posso dizer que nesse espaço de tempo treinei ontem e anteontem. Nos outros dias tivemos cinco ou seis jogadores. Ontem e anteontem treinámos com a equipa que jogou hoje. Fizemos algumas coisas que treinámos, mas com um ritmo mais baixo, seja na pressão, na circulação, ou na procura de profundidade. O trabalho foi pouco, mas as coisas também se passa pelo audiovisual e esperava um bocadinho mais hoje".
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À Sport TV:
Foi um desafio tão difícil quanto esperava? "Foi... Marcámos cedo e, normalmente, nestes jogos o mais difícil é marcar. O que me desagradou foi que, durante a 1.ª parte, tivemos bola sem intenção de agredir o adversário, de procurar a profundidade e de acabar com o jogo. Demos ao Chaves ali 5 ou 10 minutos de reação, com algumas bolas paradas onde eles são fortes. Na 2.ª parte melhorámos significativamente e criámos alguma coisa, fomos mais objetivos, demos mais intensidade ao jogo. Se me perguntar se estou contente? Estou contente com o objetivo. Com o jogo global da equipa? Posicionalmente sim, mas a uma intensidade muito mais baixa. E nem as seleções são desculpa. Esta equipa que começou o jogo treinou comigo nos últimos dias. Foram jogadores não utilizados ou pouco utilizados nas seleções. Isso não é desculpa para mim. Mas tenho de falar do Chaves, do Filipe, um treinador do qual gosto há muito tempo, uma equipa organizada, num sistema tático difícil [de quebrar]. Mérito aos jogadores do Chaves por aquilo que deram e pelas dificuldades que criaram".
O golo marcado cedo pode explicar essa gestão? "Não gosto muito dessa coisa do subconsciente. Quando o jogo se torna mais fácil, é quando temos de acabar com ele. Ao intervalo disse aos jogadores que estávamos a brincar com o fogo. E depois melhoraram significativamente. Acho que desde o início da 2.ª parte jogámos com mais ritmo, mais profundidade, encontrámos melhor o jogo interior. Foi melhor".
Não mexeu muito no onze. Foi mensagem para o grupo? "Respeito pelo Benfica e pela história, respeito pelo Chaves e pela esperança que tinham em ganhar este jogo. E respeito pela Taça, uma competição que queremos ganhar. Vim com a equipa que me pareceu a mais forte. Obviamente o Ríos e o Nico [Otamendi] era quase sobre-humano fazê-los jogar. Joguei com quem não jogou nas seleções. Às vezes vêm sobrecarregados, outras sem trabalho. O Lukebakio não jogou um único minuto na seleção e estava sem gasolina".
Avaliação à exibição de João Rego. Substituição ao intervalo... "Tem, tem. Tem a ver com o amarelo. Um jogo sem problemas à partida mas que, principalmente num jogador jovem, há sempre aquele receio de que possa ser mais emocional num duelo e cometer alguma falta para segundo amarelo. O Filipe também tirou um central experiente com amarelo ao intervalo... Não significa que tenhamos que [tirar], mas há tipos de jogadores que pensamos que é um risco. E depois quis meter o Schjelderup, pensando que podia dar um contra um e desequilibrar um bocadinho pelo flanco esquerdo. Não gosto de falar de jogadores a nível individual, mas acho que o Dahl foi o jogador que melhor interpretou o que pedimos".
Vem aí o Newcastle... "Barra pesada. É uma equipa muito difícil, muito física, com grande intensidade no meio-campo. Nós não somos exatamente uma equipa muito intensa. Têm Tonali, Joelinton e Bruno Guimarães. Depois três ou quatro gigantes. E um estádio que joga... Stamford Bridge é um estádio simpático para jogar, mas St. James' Park...".
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