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Atual selecionador da Nigéria garante que, ainda assim, não se vai "posicionar" para isso
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Depois de ter treinado Sporting, Sp. Braga, FC Porto e V. Guimarães, José Peseiro sublinhou que só lhe falta treinar "um dos cinco grandes de Portugal": o Benfica. Em entrevista ao podcast 'Ontem já era tarde', da SIC Notícias, divulgado esta quinta-feira, o atual selecionador da Nigéria abordou essa ambição.
"Treinar o Benfica? Há ambição, mas não vejo como uma coisa fácil de concretizar neste momento. Não me sentiria bem em afirmar uma coisas dessas... Já treinei quatro dos cinco melhores clubes portugueses, falta o Benfica. Mas não vejo isso como muito claro, mas tudo pode acontecer no futebol. É uma ambição, um sonho que tenho, mas não me posiciono para isso. Há gente que se posiciona e isso não fica bem havendo um treinador no Benfica e numa altura de convulsões - ainda bem que o presidente do Benfica veio clarificar muito bem isso, dou os parabéns ao Rui Costa. É isso que se espera de um presidente de um clube grande" afirmou ao podcast 'Ontem já era tarde'.
"Ouvi muitas vezes: 'Peseiro, cabrão, pede a demissão'"
Peseiro lamentou ainda episódios como aquele que aconteceu a Roger Schmidt, frente ao Farense, no qual o treinador do Benfica teve objetos arremessados contra si, pelos próprios adeptos dos encarnados, facto que não o surpreende. "Por vezes, colocam-se os treinadores no céu quando estes ganham ao serviço de clubes como Benfica, Sporting ou FC Porto, e se calhar não merecem estar no céu só por isso. Se calhar há gente mais importante na humanidade, que descobre coisas incríveis para a nossa saúde, bem-estar e que não são falados nem um centésimo. Os treinadores nunca se devem sentir nas nuvens quando ganham, nem na merda quando perdem. Não concordo [com o comportamento dos adeptos], mas não me surpreende. Eu também vivi, várias vezes, momentos difíceis", e recordou: "No ano em que fomos à final da Taça UEFA, e andávamos à frente no campeonato, ouvi muitas vezes: 'Peseiro, cabrão, pede a demissão'. Era este o termo, não me mandavam coisas para cima. Havia um foco de tensão e o presidente chegou a dizer-me que eu era uma arma de arremesso contra ele. E no final, quase ganhámos tudo".
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