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10 maio

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Júlio César e a chegada à Luz: «Disse que terminaria a carreira se não fosse para jogar no Benfica»

Brasileiro elogiou ainda o trabalho de Jorge Jesus tanto nos encarnados como no Flamengo

• Foto: Vítor Chi

Júlio César, antigo guarda-redes internacional brasileiro que em Portugal jogou no Benfica, esteve em direto no Facebook da Eleven Sports ao longo de quase uma hora. O campeão do Mundo de clubes e da Europa recordou a sua carreira, na qual conquistou 26 títulos, e falou da chegada ao Benfica, em 2014/15, após uma fase menos boa no Canadá, pelos Toronto FC.

"Depois da derrota no Mundial’2014 contra a Alemanha passei por um momento difícil a nível emocional. Ponderei retirar-me e cheguei a dizer a um amigo que só continuaria a jogar se fosse para ser no Benfica, pois o 'namoro' com o Benfica já era antigo", começou por recordar o antigo guardião.

"O presidente Luís Filipe Vieira disse para eu apanhar um avião para negociarmos e demorámos menos de uma hora a chegar a um acordo. E só lhe posso agradecer, porque jogar no Benfica foi incrível. É um clube com umas infraestruturas ao nível do melhor que há na Europa. O Estádio da Luz é a coisa mais linda que há e as condições no Seixal são fantásticas. No Benfica, um jogador só tem de se preocupar em jogar futebol. Só tenho de agradecer ao presidente e aos maravilhosos adeptos tudo o que vivi num clube em que ganhei oito títulos", considerou Júlio César, que em 2018 deixou a Luz para representar o Flamengo.

Durante a conversa com a Eleven Sports, o brasileiro elogiou ainda Jorge Jesus, com quem trabalhou nos encarnados. "Eu não conhecia pessoalmente Jorge Jesus antes de trabalhar com ele, ainda que o David Luiz me dissesse que ele era um fenómeno, o melhor treinador com quem tinha trabalhado. E, quando trabalhei com Jesus, descobri um treinador exigente, apaixonado, muito bom taticamente. Com ele fiz a minha melhor época em Portugal. E agora estou muito contente por ele estar no clube do qual eu sou adepto. A chegada dele ao Flamengo revolucionou o futebol brasileiro e contribuiu para aproximar, ainda mais, Portugal e o Brasil", opinou o antigo guardião. 

Depois de uma carreira ao mais alto nível, Júlio César reside em Portugal e tenta consolidar o novo projeto como empresário. "Tento, através da minha experiência como jogador, trazer transparência, honestidade, e ajudar os que vêm de um meio mais humilde. Ajudá-los como uma assessoria a 360 graus, para que o atleta, quando acabe a carreira, possa ter uma vida tranquila. Eu quero ajudar os jogadores a manterem bons patamares de vida quando acabam a carreira. Há muitos empresários que não são transparentes, pensam primeiro em si e depois no atleta. A palavra representação mostra que nós representamos o atleta, logo temos o dever de ser transparentes com eles", vincou o ex-jogador. 

Na mesma entrevista, o brasileiro definiu sumariamente vários craques com quem jogou ao longo da carreira:

Kaká: Jogador de equipa;

Robinho: Talento;

Ronaldinho: Extraterrestre;

Neymar: Diferenciado;

Romário: Matador;

Jonas: Craque. O que fez no Benfica foi extraordinário. É, com todo o mérito, um ídolo do clube;

Adriano: Força com talento;

Ronaldo Nazário: Fenómeno;

Zlatan Ibrahimovic: Um grande personagem.

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