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Nove golos marcados ao FC Porto são uma das marcas do seu percurso em Portugal
Ponto prévio: o nome técnico da lima é limão-taiti. Foi com este sabor essencial na caipirinha que o Benfica festejou ontem uma valiosa e rara vitória no reduto do dragão. Rodrigo José Lima dos Santos, 31 anos feitos em agosto, juntou-se ontem ao corpo de elite de artilheiros que nas últimas três décadas acertaram duas vezes no bastião portista. As últimas três vitórias para o campeonato do Benfica no Dragão, aliás, passaram sempre pelo bis de um jogador. Ontem foi Lima a fazer todas as despesas, na época de 2005/06 foi Nuno Gomes quem, na 7.ª jornada de um campeonato que viria a ser perdido para o FC Porto, num Benfica comandado por Ronald Koeman, marcou os dois únicos golos do jogo. Nessa altura foi preciso recuar até à época de 1990/91 para encontrar outro triunfo do Benfica no terreno do FC Porto (ainda o Estádio das Antas), em abril, na decisão do campeonato para a equipa liderada por Eriksson. César Brito, com um bis no final do jogo, colocou KO um FC Porto liderado por Artur Jorge.
Lima, recorde-se, precisou esta época de ir para a marca de penálti, no jogo com o Moreirense, para quebrar uma série negativa de 12 jogos em jejum. Marcou logo a seguir, frente ao Estoril, para submergir de novo numa má onda de nove jogos sem balançar as redes, até marcar ao clube que o projetou em Portugal, o Belenenses, na sua segunda tentativa de vencer no futebol deste país à beira-mar plantado (na época de 2003/04, com 19/20 anos, jogou no Vizela, voltando a seguir ao Brasil).
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Em Belém, na sua primeira época na Liga principal, mostrou logo o que valia e o Sp. Braga não o deixou escapar. Aí foi vice-campeão e finalista da Liga Europa, tendo sido inscrito pelo Benfica no final de agosto de 2012 quando faltavam poucos minutos para o fecho do mercado, após uma corrida de automóvel pela A1, desde Braga, que felizmente escapou às patrulhas da BT.
Até ontem, Lima tinha conseguido marcar sete golos ao FC Porto mas sempre sem provar o sabor da vitória. Ao marcar estes dois golos, pela primeira vez desde que joga em Portugal conseguiu juntar o útil (aumentar a conta pessoal) ao agradável (vencer). Com o bis de ontem, subiu para 72 o número de golos marcados na Liga portuguesa com as camisolas de Belenenses (7), Sp. Braga (26) e Benfica (39), num total de 97 ao serviço de equipas portuguesas. Estamos, portanto, perante um goleador com lugar já garantido na galeria da história e que em boa hora decidiu desistir de uma experiência no futebol ucraniano (Metalist) para vir provar um pastel de Belém.
Lançamentos
O primeiro tento das águias nasceu de um lançamento longo de Maxi Pereira, numa jogada muito parecida com a que deu a Lima o primeiro golo do clássico de 2012/13, então resolvido por Kelvin nos descontos. Em 2006/07, os dragões venceram por 3-2, obtendo o golo da vitória também já nos descontos e igualmente num lançamento lateral daquela zona do campo: Fucile fez o arremesso e Bruno Moraes virou o herói dos portistas nessa noite.
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