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Ex-presidente das águias testemunhou no âmbito do processo Operação Malapata
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Luís Filipe Vieira testemunhou no âmbito do processo Operação Malapata, na parte da tarde da 4.ª sessão do julgamento, que se realizou esta quinta-feira, no Tribunal de São João Novo, no Porto. O antigo presidente do Benfica foi questionado sobre a sua relação com o empresário, que detalhou entre vários processos, deixando a garantia de que as águias nunca pagaram diretamente qualquer verba a César Boaventura.
O ex-presidente encarnado falou sobre a origem da sua relação com César Boaventura, que remonta aos tempos em que tinha uma empresa de imobiliário e o agente se apresentou como representante de um cliente que poderia estar interessado num terreno sobre o qual a sua empresa tinha direitos. Só anos mais tarde, garantiu, César Boaventura se apresentou como empresário de futebol.
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A partir daí, e em parceria com um representante inglês, no caso Ali Barat, surgiu a participação nos negócios do Benfica a envolver Gabriel Barbosa e Lisandro López, pelos quais o Benfica pagou empréstimo por um e recebeu empréstimo de outro, sem que César Boaventura tenha recebido qualquer comissão. Em ambos os casos, os negócios foram feitos directamente com o Inter, garantiu Vieira, que colocou a hipótese dos empresários terem recebido comissões da parte dos italianos.
Foi, mais tarde, questionado sobre o envolvimento de César Boaventura na chegada de Jeremy Sarmiento, avançado equatoriano, aos sub-17 do Benfica, em 2018/19, que Vieira deixou uma garantia. "Há uma coisa de que eu tenho certeza: nunca faturámos nada diretamente ao César", disse, fazendo novamente referência, no âmbito deste negócio, à ligação com o tal empresário inglês.
Relativamente à possibilidade levantada em tribunal de César Boaventura esconder dinheiro seu no estrangeiro, Luís Filipe Vieira testemunhou já ter sido confrontado com isso – "diziam que ele tinha 20 ou 30 milhões de euros meus escondidos no Dubai" -, deixando a pergunta: "Então onde está o dinheiro? Nunca tive contas no Dubai. O senhor César, que está aqui, é que poderá explicar isso."
O antigo presidente do Benfica foi ainda questionado por dois dossiês em concreto, relacionado com antigos jovens encarnados: Gedson Fernandes e Nuno Tavares. Sobre o médio, detalhou que César Boaventura se apresentou com Ali Barat, que lhe disse ser representante do jovem. Perante a informação de que existiam interessados em Gedson, terá retorquido que, se existiam, então que apresentassem propostas. "O que tinham para oferecer ao Gedson não me interessava, até porque dificilmente ia mandar o Gedson embora", testemunhou.
Já sobre a transferência de Nuno Tavares, sobre a qual César Boaventura processou o Benfica por alegada falta de pagamento de comissão, Vieira declarou que Rui Pedro Braz lhe disse que foi ele, o diretor desportivo do Benfica, a negociar a sua venda para o Arsenal, pelo que decidiu não faturar qualquer custo de intermediação à empresa relacionada com César Boaventura. Mais tarde, segundo disse, foi questionado pelo empresário sobre a falta de pagamento, por telefone, tendo-lhe dito para não de deslocar a sua casa pois "tinha muitos jornalistas à porta".
A próxima sessão do julgamento da Operação Malapata ficou agendada para dia 16 de novembro.
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