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"Como brincalhão que é, disse 'qualquer dia também vou eu'...
O Benfica não tinha outra saída a não ser aproveitar a valorização dos seus melhores futebolistas, conseguida na passada temporada, e deixá-los partir para outras paragens. Para Manuel Damásio, a condição dos encarnados é semelhante às de todos os outros clubes em Portugal: são vendedores e não compradores.
Mas, sublinhou o antigo presidente do Benfica, a equipa continua a ser orientada pelo "melhor treinador do Mundo, no qual toda a gente acreditava", o que é motivo mais do que suficiente para ter confiança.
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"Os benfiquistas têm de manter calma. No início da época passada também duvidaram...", começou por dizer Manuel Damásio, em declarações à Rádio Renascença, lembrando então que os adeptos continuam a ter "o treinador que toda a gente gosta e é o melhor do Mundo", à frente da equipa.
"Dirigentes e treinador têm de fazer este trabalho porque Portugal é um país de clubes vendedores. E o Benfica precisa de vender para suportar as despesas que tem. Após uma época na qual se ganhou tudo, é natural que sejam transferidos futebolistas. E qual é o gestor que não ia tirar proveito desta situação? Deixem as pessoas trabalhar. Esta situação era inevitável", frisou o antigo presidente do Benfica, apontando o caminho:
"Temos de voltar a descobrir outros jogadores, como fez Jorge Jesus até agora, e trazer aqueles que não só são bons, como depois podem ser rentáveis no futuro. Esta é a realidade. Não era possível ficar com estes jogadores."
Damásio desdramatizou ainda a frase de Jesus após a derrota de domingo frente ao Valencia: "Como brincalhão que é, disse 'qualquer dia também vou eu'. Jesus é um homem de desafios e ainda vamos ter grandes alegrias."
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