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Diretor do IPAM frisa que o que sucedeu na Luz "tem um impacto instantâneo que desaparece com muita rapidez na cabeça da maioria das pessoas"
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O alegado ato de racismo do benfiquista Prestianni a Vinícius Júnior, do Real Madrid, na Liga dos Campeões, é um "episódio mau" que dificilmente causará "danos significativos" à 'marca' Benfica, afirma o diretor executivo do IPAM.
Contactado pela Lusa, o responsável pelo Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM), Daniel Sá, frisou que os acontecimentos na sequência do único golo do desafio, apontado pelo brasileiro do Real Madrid, têm um "impacto negativo", mas "momentâneo", face à habitual duração dos ciclos de comunicação no futebol.
"O futebol tem circuitos de grande expressividade, mas os ciclos de comunicação são muito curtos. O tema vai ser relançado, porque as equipas vão jogar outra vez na próxima semana [na quarta-feira, para a segunda mão do playoff]. Apesar de o episódio ser mau e do impacto ser negativo para todos os intervenientes, tem um impacto instantâneo que desaparece com muita rapidez na cabeça da maioria das pessoas", explicou.
Benfica e Real Madrid são marcas integradoras, que integram as pessoas de todas as crenças, origens, cores, e diversas
Responsável pelo Instituto Português de Administração de Marketing
Especialista em marketing desportivo, o diretor executivo do IPAM realça que é "preciso respeitar a investigação da UEFA", mas vincou que "a marca Benfica", com mais de 120 anos - o clube foi fundado em 1904 -, continua, por entender que apresenta um historial de integração e diversidade.
"O Benfica e o Real Madrid [fundado em 1902] são marcas com mais de 100 anos. A UEFA tem largas dezenas de anos [fundada em 1954] e a Champions tem mais de 30 anos neste formato. Dificilmente um episódio desta natureza, por muito pouco bonito que tenha sido, causará danos significativos a uma marca com mais de 120 anos. (...) O Benfica e o Real Madrid são marcas integradoras, que integram as pessoas de todas as crenças, origens, cores, e diversas", afirmou.
Daniel Sá frisou ainda que o episódio entre Vinícius Júnior e Prestianni demonstra que "o nível de emoção" é uma das características que mais distingue o desporto de "outras indústrias", com reflexos positivos, mas também negativos, e a visibilidade que a modalidade tem.
"Um episódio num jogo de futebol deu literalmente a volta ao mundo. Uma grande parte do mundo, mais do que o resultado, mais do que a competição, mais do que o golo marcado, dedicou muito tempo a falar sobre o episódio. Quando alguém duvida da importância do alcance do futebol cá está mais uma prova", defende.
Na terça-feira, na primeira mão do playoff de acesso aos oitavos de final da Champions, que o Real Madrid venceu por 1-0, o avançado brasileiro Vinicius Júnior, após ter marcado o único golo do jogo, terá sido alegadamente vítima de insultos racistas por parte do extremo argentino do Benfica Gianluca Prestianni.
O árbitro francês François Letexier interrompeu o encontro e acionou o protocolo antirracismo, retomando a ação quase 10 minutos depois.
Após a partida, que decorreu no Estádio da Luz, em Lisboa, Prestianni negou qualquer insulto racista a Vinicius Júnior, enquanto o internacional brasileiro e outros jogadores do Real confirmaram a ofensa por parte do argentino.
O Benfica já veio a público reiterar total confiança na versão de Prestianni, que nega os insultos, lamentando o que considera ser uma "campanha de difamação".
O clube da Luz garantiu ainda "total espírito de colaboração" com UEFA, que nomeou, entretanto, um Inspetor de Ética e Disciplina para investigar o caso, prevendo-se a audição de ambos os atletas nos próximos dias.
Os encarnados confirmaram, na sexta-feira, a abertura de um processo interno aos adeptos que imitaram macacos no Estádio da Luz, durante o jogo, o que, caso sejam sócios, pode culminar na sua expulsão.
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