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21 fevereiro

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Mikaël Silvestre admite castigo para jogadores que tapam a boca quando se dirigem a adversários

Antigo defesa do Man. United é membro da Comissão de Jogadores da FIFA

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Discussão entre Vinícius Jr e Prestianni
Discussão entre Vinícius Jr e Prestianni • Foto: Pedro Ferreira

O caso dos alegados comentários de racismo de Prestianni para com Vinícius tiveram enormes ondas de choque e várias figuras do futebol europeu já vieram a público tomar posição. Mikaël Silvestre, antigo defesa do Man. United e agora membro da Comissão de Jogadores da FIFA, admite que poderão ser tomadas medidas, depois deste caso. 

"Estamos a tentar encontrar formas de sancionar jogadores que estão a falar enquanto tapam a boca, porque uma coisa é falar sobre táticas com os nossos colegas de equipa ou ter uma discussão casual, mas claramente havia ali ódio entre os jogadores. Especialmente de um para o outro. E talvez seja necessário sancionar este tipo de comportamento, quer quando se coloca as mãos à frente da boca ou quando se cobre com a camisola, como ele fez. Portanto, estas coisas precisam de tempo, porque também precisamos de falar com os árbitros, o que podem fazer e o que não podem fazer. Portanto, é um trabalho em curso, mas pelo menos há um momento em que toda a gente está consciente", apontou o ex-jogador, que considera que, relativamente ao protocolo, há algo que se esperava que tivesse acontecido: "Deveria ter havido também um anúncio no ecrã gigante do estádio. Não me parece que tenha sido esse o caso. Temos de sensibilizar toda a gente, incluindo os adeptos no estádio e o árbitro devia ter podido falar claramente sobre o que estava a acontecer".

Em entrevista à Sky Sports, Silvestre considera que é, de facto, difícil provar que Prestianni teve um discurso racista para com um colega de profissão. "O Kylian Mbappé apresentou-se e disse que ouviu claramente o que o jogador disse. Neste caso, pelo menos, podem-se obter testemunhos. Mas o facto é que também é difícil. É basicamente difícil para o árbitro ter provas do que está a acontecer para a investigação, fazer tudo tão rapidamente porque o jogo da segunda volta é daqui a sete dias. E se se provar que algo é realmente verdade, então o jogador não deve poder jogar, deve ser suspenso, deve ir para um programa educativo porque este tipo de comportamento não é possível", afirmou.

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