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Esperança irá parar à prateleira se o FC Porto vencer em Paços
“Dead man walking”, protagonizado por Sean Penn, é apenas uma das muitas produções de Hollywood sobre o célebre corredor da morte. Onde por norma a esperança morre eletrocutada ou vítima de uma dose combinada de tiopentato de sódio, brometo de pancuronio e cloreto de potássio. Em Portugal não há pena capital mas no futebol bem se pode falar nela.
Para o Benfica, a primeira derrota da época no campeonato significou mesmo um bilhete de ingresso no tal corredor de onde poucos escapam com vida. A concessão do indulto salvador está agora nas mãos de um Paços de Ferreira que já fez o que tinha para fazer e que foi muito.
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Resta à nação benfiquista a esperança que é sempre a última a morrer depois de um campeonato em grande, com muito poucos pontos perdidos, a presença já garantida na final da Liga Europa e também na final da Taça de Portugal. Um Benfica que, no tempo de Mortimore, já tinha perdido um campeonato sem conhecer o sabor amargo da derrota e que se pode despedir do campeonato que está em curso apenas com um desaire, este frente ao seu adversário direto, que já lhe tinha roubado dois pontos no Estádio da Luz.
Baldas
O Benfica teve na mão a oportunidade histórica de chegar ao Dragão dando-se ao luxo de poder perder, para resolver tudo na última jornada na receção ao Moreirense. Mas entregou o ouro ao adversário direto quando empatou em casa com o Estoril, abrindo-se aí a possibilidade de vir a morrer na praia no caso de derrota no reduto portista. Como aconteceu. Dir-se-á agora que era algo fatal como o destino mas a verdade é que o FC Porto, que vinha no encalço, fez o seu trabalho e não perdeu frente ao Nacional da Madeira, uma das equipas que esta época roubou pontos ao Benfica, na tal partida em que Urreta foi uma espécie de joker.
Neste campeonato em que tudo ainda está em aberto em relação ao campeão na última jornada, mas agora com clara vantagem para os azuis e brancos, os adeptos do futebol vão poder, de certo modo, reviver emoções de outras eras. Por exemplo, recuar até 1959, quando o FC Porto chegou à última ronda empatado com o Benfica e depois de vencer por 3-0 o Torreense teve de esperar pelo fim do Benfica-CUF que terminou com a vitória por 7-1 dos encarnados. Não chegou.
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