Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
"Algumas pessoas demonstraram total disponibilidade. Já com outros o contacto está a ser difícil", disse Fernando Negrão
Seguir Autor:
Luís Filipe Vieira, Nuno Vasconcellos ou Bernardo Moniz da Maia são alguns nomes que a comissão de inquérito ao Novo Banco deverá ouvir na última semana deste mês, arrancando um conjunto de audições aos grandes devedores ao banco.
"Na última semana de abril começarão a ser ouvidos os grandes devedores do Novo Banco", adiantou à agência Lusa Fernando Negrão, presidente da Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução.
Entre os nomes a ser ouvidos estão o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, e Nuno Gaioso Ribeiro (Promovalor e C2 Capital Partners), Nuno Vasconcellos (Ongoing), João Gama Leão (Prebuild) e Bernardo Moniz da Maia.
"Algumas destas pessoas já foram contactadas e demonstraram total disponibilidade. Já com outros o contacto está a ser difícil, mas contamos que será levado a bom porto", disse ainda o social-democrata Fernando Negrão à Lusa.
Entre os grandes devedores do Novo Banco encontram-se a Martifer, o construtor José Guilherme, o empresário José Berardo ou ainda a Promovalor, liderada pelo presidente do Benfica Luís Filipe Vieira.
O tema teve maior destaque na comissão de inquérito pela voz da deputada Mariana Mortágua (BE) no dia 12 de março, que na audição ao antigo vice-governador do Banco de Portugal (BdP) Pedro Duarte Neves classificou de "mistério" a diferença de exposições de crédito entre dois relatórios: um primeiro da PwC e outro da EY, com seis meses de diferença, referentes a 2014.
A deputada do BE deu exemplo de empresas como a Martifer, que no relatório da PwC tinha uma exposição de cerca de 281 milhões e, seis meses depois, a EY identificava 557 milhões, ou de José Guilherme, que passou de 137 para 262 milhões de euros, sendo ainda apontados os casos de Berardo (de 282 para 308 milhões de euros) ou da Promovalor (de 304 para 487 milhões de euros).
De acordo com dados a que a Lusa teve acesso, entre os restantes devedores estão ainda a Ongoing, a Prebuild e Bernardo Moniz da Maia ('holding' Sogema).
Em 29 de março, questionado acerca destas diferenças, o antigo presidente do Fundo de Resolução José Ramalho disse que se devem ao perímetro avaliado das empresas em causa, dado que num caso se "avaliava exposições mais a nível individual e outro mais a nível de grupos económicos".
No dia 08 de abril, o antigo diretor de auditoria interna do Novo Banco revelou no parlamento que o Fundo de Resolução também pediu uma autoria específica acerca da exposição do Novo Banco ao construtor José Guilherme via Invesfundo, à semelhança do que já tinha feito com a Promovalor de Luís Filipe Vieira.
"Em ambos os casos, acabou por se fazer uma auditoria externa. No caso da Promovalor desde o início era a opção privilegiada", afirmou, e quanto a José Guilherme e ao Invesfundo o banco, numa decisão que incluiu o presidente executivo António Ramalho, iniciou "um processo de auditoria interna".
Depois, segundo Luís Seabra, o Fundo de Resolução, "por uma questão de eficiência e oportunidade", acabou por pretender que fosse coberta pela auditoria especial da Deloitte.
Em 15 de setembro de 2020, numa audição na comissão de orçamento e finanças, o presidente executivo do Novo Banco, António Ramalho, já tinha referido que havia uma auditoria específica do Fundo de Resolução à reestruturação de créditos em dívida da empresa de Luís Filipe Vieira, atual presidente do Benfica.
Diferença de valores dos prémios das duas competições continua a ser enorme
Os principais 'carrascos' e que perigos ainda podem aparecer no caminho dos três da frente
Antigo médio-ofensivo madeirense, que trabalhou com o técnico no FC Porto, lança um olhar à Liga portuguesa com vários elogios
Ala em fim de contrato com as águias diz estar focada na seleção
Viúva do internacional português relatou, na primeira pessoa, o que aconteceu na noite da tragédia
Portugal continua bem posicionado no 6.º lugar
Jogador foi internado após jogo da Colômbia há nove dias e ainda não recuperou em pleno
Dragões venceram o Sp. Braga na final do torneio destinado a equipas sub-12