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12 abril

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Nuno Catarino admite "ajustamentos para garantir o equilíbrio" sem a Liga dos Campeões

Vice-presidente do Benfica explica que não qualificação ainda é cenário muito remoto

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Nuno Catarino admite ajustes para equilibrar as contas do Benfica
Nuno Catarino admite ajustes para equilibrar as contas do Benfica • Foto: Miguel Baltazar

Nuno Catarino admite que seja necessário fazer ajustamentos, para que seja garantido o equilíbrio das contas, e o Benfica fica fora da Liga dos Campeões na próxima temporada. Os encarnados ocupam o 3.º lugar na Liga Portugal Betclic, a 2 pontos do Sporting, que tem menos um 1 jogo.

Em entrevista à BTV, sobre o relatório e contas do primeiro semestre de 2025/26 do clube, o CFO dos encarnados não quis entrar a fundo na questão da Champions, por ser "uma pergunta que corresponde à SAD". Ainda assim, e mesmo que declinado responder, sempre adiantou que não é a primeira vez que o Benfica não se apura para a principal prova europeia de clubes.

"Para já, o cenário, obviamente, é de chegarmos à Liga dos Campeões. Esse é o cenário central e é sempre para isso que trabalhamos. Nalguma eventualidade, eu acredito, muito remota, de ser algo diferente – também já aconteceu no Benfica no passado, e acontece em muitos outros clubes –, tem de se fazer os ajustamentos necessários para garantir o equilíbrio económico-financeiro e desportivo do Benfica. Mas estaremos cá para fazer esse trabalho", referiu.

A participação na edição da época passada rendeu ao Benfica 71,434 M€. O valor esta temporada está mais abaixo, nos 53,1 M€.

Empréstimo obrigacionista: reduzir custos

Catarino explicou, por outro lado, o empréstimo obrigacionista lançado esta semana. "Esta operação enquadra-se naquilo que é a estratégia de financiamento da SAD. Até há bem pouco tempo, a SAD tinha feito recorrentemente empréstimos anuais de três anos, ou seja, três linhas que renovavam todos os anos, porque o prazo é de três anos. Nós alterámos a estratégia no ano passado, fizemos aqui um alongamento de prazos. No ano passado, fizemos uma emissão de quatro anos, neste ano estamos a fazer uma emissão de cinco anos."

O dirigente esclareceu que o empréstimo obrigacionista "não servem" para atacar o mercado no final da época. "O mercado analisa-se, o mercado de entradas com o mercado de saídas, o ajustamento da equipa faz-se aí", referiu, explicando que a operação "tem muito que ver com a estratégia de longo prazo de financiamento da sociedade, que é igual à de muitas outras".

Por outro lado, adiantou que o aumento dos prazos "tem duas razões principais". "Em boa verdade, reduzem-se os custos, porque cada emissão tem os seus custos. Fazendo emissões mais longas, acabamos por diluir o custo dessa própria emissão e temos de ir menos vezes ao mercado para fazer novas emissões. Mas também para os nossos investidores e do entendimento que temos do que pedem, eles também têm os seus próprios custos. Muitos deles o que fazem é: há um empréstimo que vence em maio, têm de oferecer para trocar agora, ou comprar para depois receber daqui a um tempo, que são as duas opções que os investidores têm, e isto também tem um custo de transação para a maioria dos nossos investidores, que são relativamente estáveis."

Dívida líquida estável

Catarino conclui, sublinhando que a dívida líquido do Benfica, no último ano e meio, "tem estado bastante estável". Estou a falar de dívida líquida, porque agora fazemos uma emissão, temporariamente sobe a dívida bruta, daqui a um mês reduz a dívida bruta outra vez. Temos de levar sempre a dívida versus o dinheiro que temos em disponibilidade", disse, reiterando a ambição de fazer "crescer a receita para 500 milhões [de euros]".

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