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06 abril

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Paco Casal, o agente de Maxi: do Fiat 600 a todo o futebol uruguaio na mão

Empresário de Maxi Pereira já cortou relações com o Benfica por causa de Cristián Rodríguez...

Paco Casal: do Fiat 600 a todo o futebol uruguaio na mão
Paco Casal: do Fiat 600 a todo o futebol uruguaio na mão • Foto: pedro ferreira

Paco Casal é uma peça chave no processo Maxi Pereira. O agente do lateral é figura maior no futebol uruguaio, embora nem sempre pelos mesmos motivos. Em Portugal, o seu nome saltou para os jornais quando Cristián Rodríguez, que chegou ao Benfica em 2007 pela mão do empresário, trocou as águias um ano depois por um lugar no Dragão.

A cena marcou o inflamar das relações entre Paco e as águias, que ainda assim não impediram a renovação de Maxi Pereira em 2011. Desta feita, parece diferente. As conversas terão começado há meses, mas o empresário só em junho viajou para Lisboa, a poucos dias do final do vínculo do jogador. Para já, não existe ainda fumo branco e o FC Porto está novamente à espreita.

Agente… por acaso

Nascido no Brasil, Paco mudou-se ainda muito novo para o Uruguai, onde iniciou uma carreira de futebolista que viria a passar também pela Europa. Regressou ao país onde nasceu para ingressar no plantel do Vasco da Gama e, corria o ano de 1980, uma lesão afastou-o dos relvados mas traçou-lhe o destino. Enquanto recuperava, agarrou a oportunidade de representar um amigo também jogador numa negociação de contrato, e não mais parou.

Uma década depois, Paco Casal já controlava parte significativa do futebol uruguaio, representando boa parte dos jogadores da seleção. Exemplo disso foi um incidente que ocorreu na qualificação para o Mundial’94, depois de Luis Cubilla ter assumido o comando técnico do Uruguai. Cubilla estava de relações cortadas com Casal, pelo que este terá influenciado vários jogadores a revoltarem-se contra a opção. Certo é que a seleção uruguaia acabou mesmo por perder diante da Bolívia e falhar o Mundial.

Também em 1999, Casal foi apontado como manipulador da equipa nacional. Daniel Passarella terá sido uma escolha pessoal para o cargo de selecionador e o respetivo salário terá sido suportado por uma das suas empresas. Até as listas de convocados passavam alegadamente pela mão do super agente.

Imune às críticas e senhor da TV

Várias foram as vozes que se levantaram contra a forma como Paco Casal geria o negócio do futebol. Desde logo, o empresário teve de enfrentar acusações governamentais sobre alegada evasão fiscal no valor de 10 milhões de dólares, processo que viria a ser arquivado. Também vários clubes uruguaios se queixam de terem sido usados por Casal, tendo alguns de fechar portas por dívidas ao agente que, no total, poderiam ultrapassar os 30 milhões.

À margem de tudo isto, Paco Casal investiu também nos direitos televisivos, sendo um dos três sócios da Tenfield, empresa fundada em 1998 e detentora das principais transmissões desportivas para o Uruguai. Numa biografia autorizada, o próprio Casal autoproclamou-se o homem mais rico do país, “150 ou 200 milhões” à frente do segundo classificado.

"Comecei com um Fifito [Fiat 600] e hoje ando de Ferrari. E se quiser posso comprar mais dez. Para vender um jogador a determinado nível, precisas de 100 dólares para o táxi, mais 400 para o hotel, uns 550 por dia de telemóvel e uns mil para jantar. Porque são jantares em que se começa com champanhe e termina-se com conhaque francês", descreveu Casal citado na sua biografia.

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