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21 fevereiro

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Pavlidis recorda infância: «A única coisa que tinha na cabeça era a minha mãe a gritar porque estava cheio de sangue...»

Avançado grego deixa ainda muitos elogios aos benfiquistas

Pavlidis em ação
Pavlidis em ação • Foto: Lusa/EPA

Melhor marcador do Benfica com 28 golos, Vangelis Pavlidis entrou na máquina do tempo e recuou aos tempos em que sonhava ser jogador profissional. Numa entrevista aos meios de comunicação dos encarnados, o avançado grego recorda os jogos nos campos improvisados e os gritos da mãe quando chegava a casa com os joelhos esfolados, olhando com orgulho para o percurso que o trouxe até Lisboa, concretamente ao Estádio da Luz.

"Era um parque ao lado da minha casa e não havia campo, nada. Colocávamos uma mochila para fazer de baliza e do outro lado havia apenas uma parede. Jogávamos lá com amigos e imaginávamos que estávamos a jogar na Liga dos Campeões ou outros grandes jogos, tal como todas as crianças. Esse é o sonho, de quem começa ali e agora pode jogar em estádios como a Luz. É diferente, a emoção é diferente, o ambiente é diferente. É um sonho que escolhemos quando temos oito ou nove anos. E agora podes senti-lo, podes ter essa sensação, sentes a adrenalina na mente. Lembro-me de jogar com amigos e de ter apenas a sensação de que queria ganhar ao meu melhor amigo. Como um miúdo que quer marcar golos e gozar com esse amigo, de o escolher para jogar contra ele. É essa sensação que se tinha quando se jogava naquela altura e, se compararmos com os dias de hoje, é uma grande diferença. Quando voltava para casa e estava com os joelhos esfolados. Era a única coisa que tinha na cabeça, a minha mãe a gritar comigo porque já estava cheio de sangue, porque não tínhamos um campo para jogar. Mas essa era a alegria que tínhamos naquela altura, não tínhamos mais nada em que pensar. Apenas aproveitar a vida e jogar futebol com os amigos e não importava como terminava, mas é divertido lembrar-me desses dias porque eram especiais", afirmou Pavlidis, destacando o apoio constante dos benfiquistas.

"É um prazer jogar por estas pessoas. Sei o quão importantes são os adeptos do Benfica para nós. Jogamos por eles todos os fins de semana, lutamos por eles, porque queremos o melhor para eles, e sabemos que, depende do nosso resultado. É o dia a dia deles, vivem para o Benfica. Isso faz com que seja ainda mais importante ganharmos todos os jogos e sentir a adrenalina que nos dão a cada semana. Não importa onde jogamos, em casa ou fora, sentimos que temos os adeptos lá para nos ajudar, a dar energia, e temos de retribuir com as vitórias que tanto desejam."

Questionado sobre a camisola favorita, Pavlidis não aparente ter dúvidas. "Escolhi a vermelha porque me lembra o Benfica. A cor clássica do Benfica é o vermelho. É por isso que, para mim, é a melhor camisola", concluiu.

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