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06 abril

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Petit regressa ao passado

Praticamente um mês depois, Petit volta a fazer parte das opções de Jesualdo Ferreira. Recuperado da lesão na face que o afastou da competição, o médio encarnado regressa num jogo cheio de simbolismo: defronta o Gondomar, uma das equipas que representou, cedido pelo Boavista, na fase mais obscura da sua carreira

O regresso de Petit à competição, praticamente um mês depois de ter fracturado a mandíbula, não podia ser mais simbólico: o médio do Benfica vai jogar hoje, às 15 horas, para a Taça, frente ao Gondomar, clube onde alinhou no início da carreira, ainda por cedência do Boavista.

À partida, o jogador deverá apenas actuar durante alguns minutos na segunda parte do encontro. Jesualdo Ferreira não conta com Petit para a equipa titular, num jogo em que serão concedidas oportunidades a atletas menos rodados, como Andrade, ou com a titularidade conquistada recentemente, como Andersson.

Se tudo decorrer normalmente e Petit jogar mesmo, será um regresso ao passado. Um regresso aos piores momentos do passado do agora craque da Luz e da selecção nacional. Quando em 96/97, o Boavista resolveu ceder o então promissor jogador, de apenas 20 anos, ao Gondomar esteve perto de perder um futebolista para sempre.

Esse período coincidiu com o cumprimento do serviço militar. Petit deveria estar três meses na tropa no quartel da Póvoa de Varzim mas acabou transferido para Santa Margarida, em Tomar, e a cumprir seis meses. Um acto de indisciplina esteve na base do castigo.

Para um jogador profissional, seis meses são um duro revés. E em 96/97, Petit acabaria por jogar apenas em 13 ocasiões, metade dos jogos que costuma fazer por época nos campeonatos nacionais – sem contar com essa temporada, no seu pior ano, o médio alinhou em 25 jogos de Liga [ver quadro abaixo]. Na segunda Divisão B e em quebra de forma, Petit esteve em risco de cair no esquecimento.

Para sorte dele e do futebol português, as épocas seguintes, no União de Lamas, no Esposende e no Gil Vicente, foram positivas. Chegou ao Bessa, ganhou a titularidade, conquistou o título de campeão nacional, tornou-se internacional e rumou a um dos “grandes”, o Benfica.

Na Luz, estava tudo a correr razoavelmente até ao jogo com a Académica, de 26 de Outubro. Num lance fortuito dividido com Binho, fracturou a mandíbula, foi operado e ficou afastado até hoje. Durante a sua ausência, o Benfica empatou o encontro com os estudantes, ganhou ao Santa Clara, nos Açores, e ao Paços de Ferreira e perdeu na Póvoa.

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