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06 abril

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Poborsky foi herói na Taça em jogos de Nuno Gomes

"Benfica não pode falar em 'galo', desempatar na Luz já é uma sorte": assim se podia ler na crónica do Gil Vicente-Benfica, publicada em Record a 5 de fevereiro de 1998...

Poborsky foi herói na Taça em jogos de Nuno Gomes
Poborsky foi herói na Taça em jogos de Nuno Gomes • Foto: PAULO CALADO

A história de confrontos entre Benfica e Gil Vicente na Taça de Portugal podia contar-se em pouco mais de meia dúzia de linhas: encontraram-se na época 1997/98, nos quartos-de-final... por duas vezes. No 1.º jogo, um empate a uma bola (golos de Nuno Gomes pelas águias e de Sérgio Lomba pelos gilistas), no segundo, o do desempate, um golo do camisola 21 foi o suficiente para levar o Benfica de Graeme Souness às meias-finais. Chegariam estes dados se não fossem senhores como Preud'Homme ou Poborsky fazerem parte desse mesmo Benfica... que acabaria por ser eliminado na Taça nas meias-finais pelo Sp. Braga - o FC Porto venceria a final desse ano por 3-1.

Quis o sorteio dos oitavos de final ditar novo encontro entre encarnados e gilistas, desta feita no prróximo sábado, às 20H15. A equipa de Jorge Jesus parte como favorita também desta vez, mas o "susto" de há 15 anos parece apelar às cautelas.

Uma "quase" eliminação

"Benfica não pode falar em 'galo', desempatar na Luz já é uma sorte": assim se podia ler na crónica do Gil Vicente-Benfica, publicada em Record a 5 de fevereiro de 1998. A equipa da então II Divisão de Honra perdeu o medo frente ao favorito, dominou em largos períodos de jogo e "foi o melhor conjunto durante os 120 minutos".

"Os encarnados estiveram em vantagem, mercê de um golo apontado por Nuno Gomes à beira do intervalo, mas os homens de Barcelos reagiram a preceito e empataram ainda a tempo de procurar, de seguida, o triunfo". Não chegou o triunfo, mas as críticas a Souness não foram poupadas: fez uma única substituição - substitui Panduru por Luís Carlos aos 87' - e viu o Gil Vicente levar a decisão final para a Luz tranquilamente.

Nuno Gomes foi a figura pelo lado do Benfica, um protagonismo que levaria para o jogo de desempate, na Luz, a 11 de fevereiro.

"O belga na noite do checo"

O belga é Preud'Homme, o checo Poborsky. Se os dois brilharam na vitória (escassa) por 1-0 do Benfica no segundo jogo, foi da cabeça de Nuno Gomes que resultou o golo da vitória. O Gil Vicente, orientado por Henrique Nunes, esteve bem mais apagado e apanhou pela frente um guarda-redes (mais do que) inspirado: Preud'Homme falhou o jogo de Barcelos por causa de uma gripe e deu a vez a Ovchinnikov, mas "em casa" não perdoou.

"Chamado a trabalho de grande qualidade no começo e na fase final da partida - escrevia Record na avaliação aos jogadores -. Preud'Homme defendeu tudo. A atravessar excelente momento, o belga disse não ao golo do Gil Vicente aos seis minutos e voltou a evidenciar-se aos 77 (...)".

A exibição do coletivo não foi brilhante o que Souness devalorizou - "Em jogos de Taça e a eliminar o importante é o resultado, não a exibição", dizia no final -, mas o chapéu foi tirado a Poborsky.

"Uma exibição (mais) de encantar. Rápido com a bola no pé, bom a cruzar, virtuoso no drible,  o checo encheu o relvado da Luz e sacudiu os muitos momentos de modorra e previsibilidade que a partida teve (...)".

Que heróis reservará a história do próximo encontro da Taça?

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