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Victor Andrade chegou esta quinta-feira a Lisboa e vai assinar contrato com o Benfica para as próximas cinco temporadas. O jogador, que chega do Santos, tem um grande potencial, tendo sido apelidado como a maior esperança do clube brasileiro desde Neymar. No entanto, a passagem pelo emblema não foi famosa.
Natural de Aracaju, Victor integrou as escolas do Vitória antes de atravessar o Atlântico para ingressar nas camadas jovens do Benfica, onde atuou no Mundialito de sub-11 (fez 14 golos).
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Em 2011, e com apenas 16 anos, assinou o primeiro contrato profissional. A grande confiança dos dirigentes em formar ali uma nova estrela, aliada ao crescente interesse dos grandes clubes europeus, levaram a que o contrato de Victor Andrade ficasse blindado com uma cláusula de rescisão de 50 milhões de euros para clubes estrangeiros e 30 milhões para emblemas brasileiros. Também o salário oferecido ao jovem – quase 10 mil euros mensais – era pouco normal para um atleta daquela idade.
A partir desse momento, a situação de Victor no Santos complicou-se. O jogador nunca se conseguiu afirmar no onze e chegou mesmo a receber críticas dos treinadores que passaram pelo clube, que puseram em causa a sua humildade, nomeadamente devido às constantes viagens à Europa para assistir a jogos de clubes como Barcelona ou Manchester City. Os responsáveis do Santos viam nestas atitudes uma maneira de forçar a saída do clube. Os números de Victor no Santos provam a pouca utilização.
Os números de Victor Andrade no Santos desde 2012:
O cenário agravou-se nos últimos meses, com as constantes recusas de Victor Andrade em renovar o contrato que terminava neste verão. O clube detinha 70 por cento dos direitos económicos e, segundo o UOL Esporte, a direção quis oferecer 10 por cento ao jogador para que este aceitasse prolongar o vínculo, mas a proposta foi recusada.
Assim, o jogador foi relegado para terceira ou quarta opção, ficando simplesmente à espera do fim do contrato. A "novela" terminou ontem numa reunião que envolveu o representante do jogador, Nélson Andrade, e o presidente do Peixe, Odílio Rodrigues: o encontro terminou com a rescisão do vínculo que ligava o jogador ao clube brasileiro até ao final de setembro.
O Benfica não pagou qualquer verba ao Santos e o futebolista prescindiu de três meses de salário em atraso e ainda de 40% do fundo de garantia que tinha direito a receber na altura da saída.
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