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Ricardo Martins Pereira traçou um raio-x ao momento do Benfica que garante estar "doente". "E não está doente desde o momento em que perdeu os sete pontos de avanço que tinha na viragem para 2020. O Benfica está doente há alguns anos, mas o estado de saúde do clube agravou-se nos últimos três", começou por referir o assumido candidato à presidência e também blogger, através das contas das redes sociais.
Martins Pereira referiu também que a tal doença "alastrou, e muito, para fora do relvado" nos derradeiros anos. "Manifestou-se em sucessivos casos na justiça, que ainda podem valer condenações desportivas pesadas para o Benfica", afirmou ainda.
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O Benfica está doente. E não está doente desde o momento em que perdeu os sete pontos de avanço que tinha na viragem para 2020. O Benfica está doente há alguns anos, mas o estado de saúde do clube agravou-se nos últimos três. Primeiro, perdeu o penta para um FC Porto moribundo, falido e que se reforçou apenas com os jogadores que tinha emprestados e que regressaram ao clube. No ano seguinte, começou a época com um treinador fragilizado, um plantel desequilibrado, e viu o mesmo FC Porto fugir na liderança. Só por um acaso, um milagre, e agarrados à genialidade de João Félix, conseguiu uma recuperação que valeu um título e ajudou a disfarçar a doença. Este ano, as vitórias da primeira volta deram a muitos uma falsa sensação de saúde. Falsa. Quando a doença se manifestou, chegou em força, e agora não há muito que se possa fazer para passar a ideia de que o Benfica está bem.
Foi na Europa que se percebeu melhor que o Benfica que víamos no campeonato, a ganhar, podia afinal ser só fogo de vista, um engodo, uma equipa suficiente para o Moreirense, o Aves ou o Santa Clara, mas batida por um qualquer AEK, Basileia, Shaktar ou Dynamo Zagreb.
Ao longo destes últimos anos, a doença alastrou, e muito, para fora do relvado.
Manifestou-se em sucessivos casos na justiça, que ainda podem valer condenações desportivas pesadas para o Benfica.
Manifestou-se numa comunicação de guerrilha televisiva e digital com mensagens de ódio e um clima conspirativo que culminou em situações frequentes de violência entre adeptos.
Manifestou-se numa política de contratações para o futebol muito questionável, com a contratação de jogadores em catadupa que nunca vestiram a camisola do Benfica e foram apenas usados em jogatanas de bastidores, porque, dizem os de sempre, que é assim que se domina o futebol.
Manifestou-se na chegada de jogadores ao clube, na maioria por empréstimo, sem o mínimo de qualidade, e que em comum tinham todos a mesma coisa: uma ligação a Jorge Mendes.
Manifestou-se na contratação de jogadores por muitos milhões de euros que não representaram qualquer mais-valia para o plantel do Benfica, e que acabaram por abandonar o clube sem quaisquer registos significativos.
Manifestou-se numa política desportiva de valorização e promoção de jovens da formação em jogos europeus de grande responsabilidade com o único intuito de poderem ser vendidos, com prejuízos desportivos e financeiros para o Benfica, que acabou quase sempre derrotados nesses mesmos jogos, e não arrecadou dinheiro das vitórias e da passagem às fases seguintes na Europa.
Manifestou-se num desinvestimento continuado nas modalidades, que deixaram de ter equipas com capacidade de lutar pelos primeiros lugares no campeonato, ou deixaram de se inscrever nas competições europeias, por vontade do clube.
Manifestou-se num desrespeito para com a equipa de futebol feminina, recheada de jogadoras internacionais, que se via obrigada a jogar no Estádio da Tapadinha, porque nem no Seixal Futebol Campus tinham lugar.
Manifestou-se num clima crescente de ódio seguidista dos adeptos da atual direção, que insultam e ameaçam todos os que levantam a voz porque exigem discutir o Benfica, elevar o Benfica e fazer do Benfica um clube melhor e maior.
O Benfica não está doente porque perdeu, hoje, 4-3 com o Santa Clara. Esta derrota foi só mais uma manifestação evidente de que muita, muita, muita coisa não está bem no nosso clube e tem de ser discutida, melhorada, trabalhada, a bem do nosso Benfica.
Podemos todos ficar entretidos a discutir a mão do Rúben Dias, a entrada do Zivkovic ou as exibições do Dyego Souza, as táticas de Bruno Lage ou a forma como o Samaris continua a ser tratado. Isso, como já disse, é a discussão de café, é a espuma dos dias, e quanto muito dura dois dias. A verdadeira discussão não é essa, é muito mais profunda, e é essa que tem de ser feita.
"Ficámos tristes, muito tristes", disse Bruno Lage. Ficámos, Bruno, todos nós, benfiquistas. Mas se a ti te cabe encontrar formas de ganharmos jogos dentro de campo, a nós, sócios, cabe o dever de iniciarmos uma discussão profunda no nosso clube. A tristeza não se apaga, combate-se. Benfica, sempre.
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