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21 março

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Rui Costa: «Bernat sempre foi ponderado por nós. Sabíamos que podia sair do PSG e estávamos atentos»

Presidente do Benfica deixou elogios ao defesa espanhol que vai 'lutar' pela lateral esquerda com Jurasék

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• Foto: Benfica

Rui Costa, presidente do Benfica, revelou que Bernat "sempre foi ponderado" pelo clube da Luz, em entrevista à BTV.  

"Têm perfis diferentes [Bernat e Jurásek]. Protegemos o lado esquerdo da defesa com dois jogadores de perfis diferentes, até na idade. Um é mais maduro e mais pronto para aquilo que se avizinha e outro para um futuro mais longo. Um vai ajudar o outro. Vai permitir-nos que o Jurásek cresça sem tanta responsabilidade de substituir o Grimaldo numa fase tão imediata. O Bernat era um jogador que sempre foi ponderado por nós. Sabíamos que podia sair do PSG e estávamos atentos. Consideramos que seja uma enorme mais-valia. É maduro, jogador com experiência internacional, de seleção, de Liga dos Campeões, e salvaguarda-nos mais uma posição no campo", elogiou o dirigente máximo das águias, acrescentando: "No ano passado, as mudanças eram muitas e concentrámo-nos muito nos 11, 12 ou 13 jogadores para encarar a época como titulares. Nesta época, como não perdemos muito desses, focámo-nos na profundidade do plantel. Com estas entradas temos uma dimensão enorme em termos qualitativos. Serão 25, à medida do que sempre desejei no Benfica, capazes de defender o clube em todas as provas. É um plantel muito versátil naquilo que são as manobras que o nosso treinador possa querer aplicar na equipa."

Rui Costa não deixou de comentar o facto de Aursnes ter jogado ultimamente como lateral-esquerdo. "Toda a gente considera que o Fredrik [Aursnes] está a jogar naquela posição por ser um tapa-buracos. Ele não é um tapa-buracos. Talvez seja o jogador mais versátil que eu conheço da atualidade do futebol. Tomara nós termos mais do que um Fredrik, que permite ao treinador várias funções dentro de campo, quer durante o jogo quer antes de o jogo iniciar. Se joga a lateral não é por falta de jogadores, mas sim por estratégia, pela mobilidade e interpretação que faz do jogo, que nos permite estar sempre salvaguardados com um jogador desta categoria, quer de qualidade quer de quantidade pelas posições que ocupa… e que ocupa bem. Nestes 25 jogadores, estamos apetrechados com muitas mais soluções do que no ano passado. No ano passado, neste dia, o António e o João Neves não tinham nascido. Com a vinda de jogadores como Kökçü, Bernat, Di María, Arthur, Jurásek e Trubin, estamos mais fortes do que no ano passado em termos de plantel", explicou.

O presidente do Benfica abordou ainda a permanência de João Victor no plantel às ordens de Roger Schmidt, destacando o facto de poder desempenhar duas posições no eixo da defesa. "No ano passado foi emprestado por excesso de centrais. Chegou com uma lesão que lhe retirou espaço de manobra. Houve o aparecimento de Morato e António. Nesta fase em que os dois jovens apareceram, ele estava a recuperar de lesão e sem minutos. Na parte final dessa etapa, tínhamos um excesso de centrais, era preciso resolver. Em França fez muitos jogos a lateral-direito. Dá-nos essa possibilidade. Durante o ano, estou convencidíssimo de que serão criadas outras soluções. O João tem essas duas vertentes. Pode fazer o corredor direito e dá-nos mais uma opção para central", afirmou.

Ao canal do clube da Luz, Rui Costa comentou ainda as saídas de Weigl, Gilberto e Ristic. "No futebol depende sempre de como quisermos analisar. As saídas justificam as entradas ou as entradas justificam as saídas. O Weigl estava emprestado, apareceu a oportunidade de ele continuar na Alemanha. Não ia fazer parte deste plantel. Lá para fevereiro apareceu a possibilidade de o Borussia M’Gladbach ficar com o jogador. Também havia vontade dele em continuar na Alemanha", assegurou, passando para os dois laterais.

"[Gilberto] teve uma proposta interessante em janeiro do ano passado. Naquela altura, preferimos não alterar o plantel e acabou por ficar. Perdeu espaço, até para Aursnes jogar pelo lado direito. Chegado ao fim do ano era vontade dele voltar ao Brasil. Apareceu-lhe uma proposta, que era vantajosa para o Benfica e para ele. Já estava com pouco espaço, menos do que ele desejava e menos do que queríamos dos nossos jogadores. Aceitámos a proposta. À semelhança do Gilberto, podemos encaixar o Ristic. Estamos agradecidos. Foi sempre cumpridor das tarefas. Tendo pouco espaço e tendo uma proposta para ele, foi benéfico para ambas as partes. Ele quis ir para o Celta, irá encontrar espaço e permitiu-nos abrir o espaço para entrar o Bernat, que acreditamos ser uma mais-valia. O plantel não é só feito de 11 jogadores. Depois fazemos a medida de minutos de jogo de cada atleta. Os minutos de Ristic não justificavam a impossibilidade de fazer uma transferência vantajosa para ambas as partes", explicou.

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