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O atual administrador da SAD benfiquista recorda momento em que saiu do Milan para cumprir o sonho de terminar a carreira na Luz
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O documentário intitulado 'Maestro Rui Costa - Filho Pródigo do Benfica' estreou este domingo no canal online inglês 'Copa90 Stories', uma obra do realizador português Carlos Miranda que conta a vida e carreira do antigo futebolista e atual dirigente dos encarnados.
Em declarações no documentário, Rui Costa recordou o momento em que saiu do Milan para realizar o seu último sonho como futebolista profissional, vestir pela última vez a camisola do Benfica no seu estádio e perante os seus adeptos, revelando ainda que o seu regresso às águias sempre foi um 'trunfo' apresentado pelos candidatos nas eleições presidenciais do clube. "A maior parte deles nunca falou comigo", atirou.
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"Desde o primeiro ano que saio do Benfica há a tentativa que o Rui Costa volte ao Benfica. Cada presidente apresentava na campanha eleitoral: ‘Se eu ganhar as eleições trago o Rui Costa’. A maior parte deles nunca falou comigo. Nunca escondi que havia uma vontade de regressar. Para mim era tudo, começar e acabar no mesmo sítio. Havia a componente de que eu nunca tinha jogado no Benfica como homem. Tinha jogado como miúdo. Saio com 22 anos e tinha feito um ano e meio como jogador importante do 11 do Benfica. Havia aqui um misto de situações que me faziam querer a todo o custo voltar ao Benfica e acabar no clube. Esse momento foi possível quando o Benfica não iria gastar dinheiro com a minha contratação. O problema nunca foi o ordenado do Rui Costa mas sim o valor da transferência. Se nunca foi um problema do Rui Costa não ter ido para o Sporting quando morava numa cave da Damaia, no verão de 1993, não era depois de estar lá fora 10 anos que seria um problema o salário para o Rui Costa", começou por dizer o ex-internacional português.
"É verdade que vinha para acabar a carreira. Esta frase dita assim parece que: ‘Ele veio velho, para acabar a carreira…’. Eu para voltar tinha de sentir que estava em condições para ajudar o clube. Aparece esse momento e agarrei-o com unhas e dentes, agradecendo ao Milan uma vez mais pelo facto de me terem permitido que isso acontecesse. Perceberam o meu sentido e permitiram-me voltar a casa sem o Benfica ter custos. Permitiu-me cumprir mais um dos meus sonhos. Talvez o maior, depois de ser jogador do Benfica, o de acabar a carreira no Benfica. Gostava que esse meu último jogo fosse no Estádio da Luz, na minha casa no meu clube e com a minha camisola", acrescentou.
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