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Quer o futebol português unido e reitera o apoio a Luís Duque na Liga, aborda a atualidade benfiquista sem muitos rodeios e fala num "tri" que está pedido ao treinador. Aos 66 anos, diz que tem muito
Quer o futebol português unido e reitera o apoio a Luís Duque na Liga, aborda a atualidade benfiquista sem muitos rodeios e fala num "tri" que está pedido ao treinador. Aos 66 anos, diz que tem muito para construir...
RECORD – Rui Vitória tem sido o treinador de que estava à espera?
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LUÍS FILIPE VIEIRA – Vou dizer algo que vai parecer demagógico, mas até agora superou as expectativas que tinha. Já o conhecia, passou por aqui num tempo bem diferente do atual, mas sinceramente está num patamar acima daquilo que esperava, e creio que vamos poder ver isso dentro de campo.
R – Foi a sua primeira opção?
LFV – Foi. E acho que nos anos em que esteve fora do Benfica ganhou o direito a ter esta oportunidade.
R – Mas não houve outras opções em cima da mesa?
LFV – Rui Vitória fazia parte de um grupo restrito de treinadores cujo trabalho acompanho há vários anos. Ele é aquele que sempre senti estar melhor preparado para vir a ser o melhor treinador para o Benfica, atendendo à vontade que tínhamos de apostar mais nos talentos que produzimos na nossa casa, sem alterar a ambição que temos de revalidar o título.
R – Foi contratado para potenciar a formação?
LFV – Foi contratado por ser competente, por ter provado que tinha capacidades de chegar aqui e, acima de tudo, foi contratado para ganhar. A formação parece que é um bicho de sete cabeças para muita gente. Mas por que razão não podemos ter os melhores da nossa formação a trabalhar, a crescer e a ajudar a nossa equipa profissional? Eles só podem crescer jogando e errando. Se tiverem e demonstrarem capacidade, vão ter a oportunidade de mostrar que merecem estar no plantel principal. Isso não significa que vamos entrar a jogar com três ou cinco jogadores na equipa titular. Tudo tem o seu tempo e o seu equilíbrio.
R – O objetivo para a temporada 2015/16 continua a ser ganhar o campeonato, conquistar o tri?
LFV – Sem dúvida, temos essa ambição.
R – A prioridade é o tri, mas Rui Vitória falou também no objetivo de passar aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Este desejo é partilhado pelo presidente?
LFV – A prioridade já assumida por todos é o tri. Na Champions, passar a fase de grupos é o primeiro objetivo; depois disso, quer o Rui Vitória, quer todos nós, ambicionamos ir o mais longe que pudermos, mas vamos pensar num passo de cada vez.
R – Prometeu a Rui Vitória as mesmas armas que deu a outros treinadores, mas isso ainda não aconteceu. Quando vai contratar reforços?
LFV – Não é uma questão de armas. Vamos analisar objetivamente. Quem saiu? O Maxi. E depois temos o Salvio lesionado. De resto, a base da equipa bicampeã está cá toda. Entraram alguns jogadores, com os quais o Rui Vitória deve estar bastante feliz. Mas depois de a pré-temporada estar completa, veremos. Se aparecer alguma grande oportunidade, nunca diremos nunca. Nunca está fechado. Agora, é um facto que 90% da equipa que foi bicampeã está no clube; portanto, não consigo perceber quais são as alterações que temos de fazer.
R – Mas vai reforçar algumas posições, ou não? A do Maxi Pereira, por exemplo...
LFV – A opção está tratada. Não sou treinador, mas quem olhar para o plantel do Benfica sabe perfeitamente que essa posição está salvaguardada. E, sinceramente, acredito nas soluções.
R – Além do lateral-direito, há mais alguma posição que possa merecer atenção especial e ser reforçada?
LFV – Não vou falar em "além do lateral-direito", porque essa posição de certeza que não vai ser mexida! Temos o Sílvio, o André Almeida, o Nélson Semedo...
R – Então, que posições podem ter reforços?
LFV – Isso é o treinador que vai dizer, após a pré-época. Não sou eu. Agora, se já disse que o Benfica tem 90% da equipa bicampeã, não vejo motivos para ter muitos reforços. Se é apenas para ter nomes sonantes, não estamos disponíveis.
R – Júlio César, Jonas, Salvio, Lima e Jardel são jogadores que estão a discutir as respetivas renovações. Como estão estes processos?
LFV – Penso que até final de agosto fica tudo resolvido. Posso dizer que 70 a 80 por cento está já acordado.
«Custou-me muito ver a lesão de Salvio»
R – Salvio é um caso raro no futebol. Lesionou-se em dois anos seguidos, inviabilizando possíveis vendas. Independentemente da vertente financeira, custou-lhe ver o desportista naquela situação?
LFV – Como homem, e conhecendo o caráter do Salvio, custou-me muito, muito mesmo, ver a lesão dele. Nem estou a falar de interesses económicos do Benfica e do jogador. Sou muito amigo do Salvio e custou-me imenso, porque não merecia. Mas ele é um guerreiro, um homem com H grande e tenho a noção exata que vai recuperar a 100%, o mais rapidamente possível. A pujança dele vai aparecer e vamos ver se Deus estará com ele. Ninguém merece, mas ele muito menos. Além do fator humano, é um grande profissional e gosta de estar no Benfica. A última lesão é dos momentos tristes da última época.
«Só temos a ganhar com a Champions Cup»
R – Não será um risco maior para Rui Vitória, e para o clube, um torneio de pré-época longo e frente a equipas de topo da Europa?
LFV – Esses torneios são de risco para o PSG, Chelsea, Real Madrid, Barcelona, Roma, Arsenal? E podia continuar por aí fora. O futebol moderno obriga os grandes clubes a participar em torneios com esta dimensão. Não ficaremos diminuídos por participarmos na Champions Cup.Pelo contrário, a nível de marca e de projeção internacional só temos a ganhar.
«Saídas de Gaitán e Jonas? Nada é definitivo»
R – E em termos de saídas? O plantel está fechado? Falou-se muito da saída do Gaitán e do Jonas, mas eles continuam cá. É definitivo?
LFV – Enquanto a janela de transferências estiver aberta, nunca nada é definitivo. Também é verdade que durante esta janela de transferências há sempre muita especulação, em alguns casos há fundamento, em outros não há.
R – E em relação a estes jogadores, houve fundamento?
LFV – Houve, mas continuam cá, e creio que estão motivados a continuar, mas, como disse atrás, enquanto não fechar a janela de transferências, nada é garantido.
R – Mas o Gaitán, se ficar, tem uma promessa de saída em janeiro ou dentro de um ano?
LFV – Não há promessa de nada. O Gaitán está a ser cobiçado, isso posso confirmar. Mas também posso garantir que o jogador só sairá se for benéfico para o clube e para ele. Por outro lado, se o Gaitán ficar, fica muito bem, motivado e com a mesma ambição de sempre. É a única garantia que tenho.
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