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06 abril

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Rui Vitória lançou a crise no Sporting em 4x2x3x1

V. Guimarães também jogou muito em 4x3x3 e até utilizou o 4x4x2, o desenho predileto de Jorge Jesus.

Rui Vitória lançou a crise no Sporting em 4x2x3x1
Rui Vitória lançou a crise no Sporting em 4x2x3x1 • Foto: LUSA

Rui Vitória não é propriamente um "camaleão tático", que muda o desenho das suas equipas em função do adversário ou do campo que pisa, mas está longe de ser dogmático como Jorge Jesus, defensor irredutível de um sistema. Com ele no banco, o V. Guimarães jogou muitas vezes em 4x2x3x1, foi mudado para 4x3x3, com dois médios mais defensivos ou apenas um, e também se apresentou em 4x4x2.

Mas, a primeira grande referência que os vimaranenses deixaram na Liga 2014/15 foi a vitória clara (3-0) sobre o Sporting, na 9.ª jornada, e Rui Vitória apostou no 4x2x3x1. Foi quando a candidatura dos leões ao título deu sinais de pouca consistência e o presidente Bruno de Carvalho foi ao facebook fazer um comunicado pessoal que lançou a discórdia em Alvalade. E o V. Guimarães, mesmo com poucos jogadores de referência, avançou para uma campanha capaz de aliar bons resultados e futebol de qualidade. [1]

A profundidade que os extremos Hernâni (à direita) e Alex (à esquerda) davam ao futebol equipa facilmente permitia transformar esse sistema num 4x3x3, no qual o núcleo central da equipa conservava o duplo pivô Bouba Saré-André André, mais um 10 (Bernard), e foi assumido pela última vez frente ao Nacional, e também nos jogos com o FC Porto, em Guimarães (0-0), ou o Benfica, na Luz (0-3). [2]

Até à saída de Hernâni para o FC Porto, em janeiro, Rui Vitória usou também muito o 4x4x2, posicionando Bernard na esquerda, como aconteceu em Penafiel (1-1). Depois disso, o novo treinador do Benfica só voltaria a utilizar um sistema com dois avançados quando recebeu precisamente a sua nova equipa no Estádio D. Afonso Henriques (0-0). Mas aí registou-se uma particularidade: um dos médios-centro foi Josué, normalmente utilizado como defesa central, que colaborou muito com João Afonso e Moreno, no trabalho defensivo sobre Jonas e Lima. [3]

No Benfica

Ao chegar ao Benfica, que tem a iniciativa em mais de 90 por cento dos jogos, Rui Vitória está confrontado com a definição de um sistema mais constante, como aconteceu como Jorge Jesus (4x4x2), Marco Silva (4x3x3) e Julen Lopetegui (4x3x3), cujas variações foram praticamente inexistentes no caso do primeiro ou muito esporádicas, tanto no Sporting como no FC Porto.

Desfazer a dupla Lima-Jonas é um tema tabu, depois do rendimento alcançado pelos dois avançados na última época. E, face à conservação dos dois médios-centro habitualmente utilizados, Samaris e Pizzi, e da dupla de centrais Luisão-Jardel, as primeira decisões do novo técnico dos campeões nacionais passarão mais por completar o puzzle criado pelas eventuais transferências que venham a acontecer, do que em inovar do ponto de vista tático.

Encontrar um lateral direito, no caso de Maxi sair, e dois alas, face à lesão de Salvio e à possível saída de Gaitán, exigirá mais trabalho a Luís Filipe Vieira do que propriamente a Rui Vitória.

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