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25 janeiro

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Só Nuno Gomes escapou à tendência de regressos menos felizes ao Benfica neste século

Rafa Silva é o sétimo jogador a regressar ao Benfica proveniente do estrangeiro neste século

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Rafa é o sétimo jogador a regressar ao Benfica proveniente do estrangeiro neste século
Rafa é o sétimo jogador a regressar ao Benfica proveniente do estrangeiro neste século • Foto: Paulo Calado

O internacional português Rafa é o sétimo jogador a regressar ao Benfica proveniente do estrangeiro neste século, num rol de futebolistas que teve mais sucesso desportivo na primeira passagem do que na segunda, com exceção de Nuno Gomes.

O extremo, de 32 anos, volta ao emblema lisboeta pouco mais de um ano e meio após ter rumado aos turcos do Besiktas, na altura concluindo uma passagem de oito épocas na Luz, durante as quais conquistou três títulos de campeão (2016/17, 2019/20 e 2022/23), três Supertaças (2017, 2019 e 2023) e uma Taça de Portugal (2016/17), além de ter assinado 94 golos em 326 jogos.

Desde o início do século houve apenas mais seis jogadores que retornaram ao clube da Luz após passagens pelo exterior, mas só Nuno Gomes conseguiu arrecadar mais troféus na segunda passagem do que na primeira, ao contrário de Hélder Cristóvão, o atual presidente Rui Costa, Gonçalo Guedes, Ángel Di María e Renato Sanches.

Ainda no século passado, o central Hélder conquistou um campeonato (1993/94) e duas Taças de Portugal (1992/93 e 1995/96) em cinco anos e meio ao serviço das águias, para, mais tarde, depois de experiências nos espanhóis do Deportivo e nos ingleses do Newcastle, limitar a segunda passagem pela Luz a apenas um troféu, a prova rainha (2003/04) perante o FC Porto, de José Mourinho, atual técnico benfiquista.

O antigo avançado Nuno Gomes, que encerrou a carreira em 2013, ao serviço dos ingleses do Blackburn Rovers, representou as águias em quase 400 partidas, em que marcou 166 golos, num total de 12 épocas, intervaladas por dois anos nos italianos da Fiorentina.

Contratado ao Boavista em 1997, o internacional luso faturou por 76 vezes em 124 encontros pelos 'encarnados' até à saída para Itália, em 2000, não tendo conquistado qualquer troféu nessas primeiras três épocas.

Contudo, dois anos volvidos, em 2002, retornou à Luz, face à falência do clube de Florença, e, além dos 90 tentos e 274 jogos em nove temporadas consecutivas, até 2011, o antigo capitão celebrou sete conquistas: dois campeonatos (2004/05 e 2009/10), uma Taça de Portugal (2003/04), uma Supertaça (2005/06) e três Taças da Liga (2008/09, 2009/10 e 2010/11).

Quando Nuno Gomes deixou a Fiorentina para retornar a Lisboa, já Rui Costa tinha trocado Florença pelo AC Milan um ano antes, na antecâmara do regresso ao clube no qual fez toda a formação e que atualmente preside.

O maestro celebrou, na primeira passagem pela equipa principal do Benfica, um título de campeão e uma Taça de Portugal, de 1991 a 1994, contabilizando nesse período 111 partidas e 17 golos. Após a incursão de 12 épocas na Serie A, o regresso à Luz saldou-se num 'zero' no que diz respeito a troféus, mesmo somando 67 presenças e 11 tentos em 2006/07 e 2007/08, para encerrar a carreira e integrar a estrutura dirigente do emblema lisboeta desde então.

Foi precisamente o antigo médio que, desde que assumiu a presidência em 2021, consumou os últimos regressos de jogadores ao Benfica, primeiro do avançado Gonçalo Guedes e, depois, do argentino Di María e de Renato Sanches.

Com sete troféus arrecadados entre 2014 e 2017, além de 68 jogos e 11 golos, que antecederam a mudança para o Paris Saint-Germain, Guedes voltou a casa a meio de 2022/23, por empréstimo do Wolverhampton, erguendo o título de campeão português nessa época. Viria a sair no decorrer do exercício seguinte (2023/24), numa segunda incursão pela Luz que se resumiu a 29 partidas, dois tentos e lesões que o afastaram dos relvados.

Também o argentino Di María, que recentemente fechou um ciclo de duas temporadas na Luz para regressar ao 'seu' Rosario Central, foi mais feliz coletivamente na primeira passagem, de 2007 a 2010, vencendo um título da I Liga (2009/10) e duas Taças da Liga (2008/09 e 2009/10), enquanto na segunda passagem ergueu dois troféus: uma Supertaça (2023) e uma Taça da Liga (2024/25).

Ainda assim, o desempenho individual do campeão do mundo pela Argentina - que conta ainda com experiências no Real Madrid, Manchester United, Paris Saint-Germain e Juventus - foi precisamente inverso na Luz, já que fez mais do dobro dos golos na segunda passagem (36 contra 16) em menos jogos em que participou (92 face a 125).

Antes de Rafa, o médio Renato Sanches, agora no Panathinaikos, tinha sido o último regressado à Luz, mas, tal como a maioria dos antecessores neste particular, teve uma segunda 'vida' menos profícua.

Se, em 2015/16, o Golden Boy de 2016 conquistou um campeonato e uma Taça da Liga, antes de se transferir para o Bayern Munique, na época passada, em que esteve cedido pelo PSG, venceu a Taça da Liga e acumulou lesões que lhe limitaram a utilização a 21 presenças e um golo.

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