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Argentino Franco Jara ganhou e desperdiçou uma grande penalidade...
Há ainda muito caminho a percorrer, já o sabemos, mais ainda quando o mercado de transferências só fecha portas lá para 1 de setembro, mas a terceira derrota do Benfica nesta pré-temporada terá, pelo menos, acrescentado alguma preocupação aos adeptos do campeão nacional. Frente a um Ajax teoricamente mais adiantado na preparação, só a espaços, e muito curtos, a equipa encarnada deu indicações de estar a aproximar-se dos princípios de jogo defendidos por Jorge Jesus.
Consulte o direto do encontro.
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O técnico do Benfica já veio falar das muitas saídas e da “qualidade” que será necessário acrescentar ao trabalho e por muito que possa ter existido evolução entre os jogos anteriores e esta exibição na Eusébio Cup (e houve), o certo é que há demasiadas interrogações que não se explicam apenas pela indefinição do plantel ou pelas lesões de elementos como Luisão, Jardel ou Feisja.
Curiosamente, basta olhar para a quantidade de remates – a maior parte deles no segundo tempo – e relembrar o desperdício de três boas situações para marcar, incluindo uma grande penalidade, para concluir que o resultado até poderia ter sido outro. Não foi e esses desperdícios até podem ser levados à conta da forma que ainda não chegou. Mas as atenuantes acabam por ser curtas e não esconder o essencial: podem os adeptos não estar assustados, como pediu Jorge Jesus, mas há razões para preocupação.
Próximo
Com um 11 inicial o mais próximo que era possível da realidade da época passada, os encarnados até nem começaram mal. Tentativa de pressionar alto, com Lima e Cardozo na frente, dois alas que dispensam apresentações (Gaitán e Salvio) sobrando depois Talisca e Amorim para dividir tarefas defensivas e de construção. Ao 4x4x2 do Benfica, contrapôs o Ajax com um 4x3x3 sem rasgos nem particular encanto. Apenas alguma eficácia da equipa holandesa, que foi subindo de nível à medida que o tempo acrescentava cansaço aos encarnados. Ainda assim, e antes da atrapalhação de César que viria a dar o golo de Kishna, o Benfica podia ter marcado. Gaitán, isolado por Talisca (tem inegáveis qualidades, mas parece jogador... leve) permitiu defesa a Vermeer, que ainda respondeu bem a duas tentativas de Talisca e a pontapé de bicicleta assinado por Cardozo.
Melhor
À exceção dos centrais (e porque não há... mais) Jorge Jesus trocou toda a equipa depois do intervalo. E é inegável que houve um pouco mais de Benfica. Também porque o Ajax foi gerindo a vantagem, afinal treinando essa situação – é para isto que servem os jogos de preparação, certo?
Desse segundo tempo ficaram paradoxalmente, mais dúvidas do que certezas. Jara ganhou grande penalidade e desperdiçou-a, já na parte final de uma partida onde João Teixeira deixou boas indicações. Mas o balanço final de mais um troféu perdido pelo Benfica não é objetivamente positivo.
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