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06 abril

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Torres Couto: «Presidente Vale e Azevedo merece governar em paz»

TORRES Couto não assume, para já, uma candidatura à presidência do Benfica. O antigo líder da UGT defende a continuidade de Vale e Azevedo na presidência do Benfia e mostra-se favorável ao princípio da alienação patrimonial, embora discorde dos termos em que esta está a processar-se.

– Confirma que está a organizar um jantar com apoiantes para preparar a candidatura à presidência do Benfica?

– De facto, li isso num jornal, que utilizou palavras minhas em discurso directo. Posso dizer, sob palavra de honra, que não fiz qualquer declaração. Aliás, o meu ponto de vista é oposto àquele que vem expresso.

Julgo que a Direcção do Benfica deve cumprir até ao fim o mandato para que foi eleita. E deve fazê-lo em paz.

– Não se assume, portanto, como candidato?

– Posso estar disponível, caso o Benfica não consiga os resultados a que se propõe. Mas, não pretendo que isso aconteça. Desejo um Benfica campeão e com os problemas resolvidos, em termos economico-financeiros. Vale e Azevedo tem todo o direito de continuar como presidente. Ele merece e justifica uma governação em paz. Não tenho qualquer desejo, nem vaidade pessoal em candidatar-me ao cargo. Aliás, julgo que ainda existem condições para se alcançar o título nacional. A equipa técnica é de grande qualidade e quase consegue fazer omeletes sem ovos.

– Concorda com o negócio da venda dos terrenos do espaço envolvente ao estádio?

– Não posso concordar com um negócio sobre o qual não conheço pormenores. Mas concordo com o princípio. Acho mal que um processo deste tipo avance sem as garantias da CML e que sejam os imperativos de tesouraria a determiná-lo. Isso evitaria, aliás, a especulação do negócio anterior com a Libertas, pois, segundo foi veiculado, os primeiros terrenos foram posteriormente vendidos pelo dobro do preço. No entanto, sou totalmente favorável à rendibilização do espaço envolvente ao estádio e a criação de uma cidade desportiva fora da Segunda Circular.

MODIFICAR JÁ O PDM

Torres Couto apela à rápida alteração do Plano Director Municipal (PDM), para que Benfica, Sporting e Belenenses possam concretizar os respectivos projectos. No caso concreto dos encarnados, o antigo dirigente sindical defende mesmo que seja exercida pressão sobre a edilidade, mas que a rendibilização do espaço seja utilizada única e exclusivamente na redução do passivo.

”É falso que alguma vez tenha falado com a Câmara Municipal de Lisboa sobre um assunto deste tipo, conforme veio escrito na Comunicação Social.

Julgo, no entanto, que deve ser feita a alteração imediata do PDM, para possibilitar a rendibilização dos respectivos espaços, por parte do Benfica, Sporting e Belenenses. É importante que estes projectos sejam concretizados. Julgo que a Direcção do Benfica deve exercer pressão sobre a autarquia para a execução dessas alterações”, referiu, antes de se debruçar para o caso concreto dos encarnados:

”A aplicação da verba resultante da alienação dos terrenos deve servir para a consolidação da dívida”, defendeu ainda Torres Couto.

O possível futuro candidato à presidência dos encarnados cita, por último, os exemplos das várias equipas italianas para defender a criação de um centro de estágio relativamente longe do Estádio da Luz.

”O Benfica deve rendibilizar essa zona e passar a treinar noutra, mesmo que seja num concelho limítrofe. O Milan e o Inter de Milão assumem essa prática”, conclui Torres Couto.

LUÍS PEDRO SOUSA

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