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Guarda-redes revela que em criança idolatrava Edwin van der Sar e Andriy Pyatov
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A conversa descontraída entre José Henrique e Trubin incluiu uma parte mais pessoal, em que o antigo guarda-redes, de 81 anos, partilhou com o internacional ucraniano algumas memórias e confidências. "Sucedi a um dos melhores guarda-redes que o Benfica teve que foi o Costa Pereira. Foi campeão europeu por duas vezes. E fui sucedido por Manuel Bento, um grande amigo e uma grande lenda do Benfica. Tive o privilégio de suceder a Costa Pereira, receber das mãos do monstro sagrado que era o Costa Pereira, a camisola número 1 do Benfica, que foi também o meu começo no Benfica. Em 1966. A seguir ao Mundial de '66", recordou Zé Gato, acrescentando: "Senti-me tanto… Muito pequenino. Como era normal. O Costa Pereira tinha quase dois metros de altura e eu um metro e setenta e quatro. Se fosse hoje, não podia ser guarda-redes. Nem no Benfica nem em lado nenhum. E eu consegui suplantar isso tudo e ser, durante 11 anos, o guarda-redes titular no Benfica".
Do alto dos seus 1,99 metros, Trubin desvalorizou esse pormenor. "Está sempre nas nossas mãos. Podes ser alto ou baixo, depende da forma como trabalhas, da vontade que tens, por isso acho que a altura não importa muito", defendeu o ucraniano, deixando um elogio ao vencedor de 8 campeonatos e 3 Taças de Portugal pelo Benfica. "Tem uma boa alcunha. Gato, acho que diz tudo", referiu, revelando qual era o seu guardião preferido em miúdo. "Quando era criança acho que era o Edwin van der Sar porque vi muitos jogos dele. E talvez o Andriy Pyatov porque sou ucraniano", afirmou.
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O atual titular na baliza das águias ouviu ainda a história curiosa de como Zé Gato apareceu. "Antigamente, na Estância de Madeira, que era o campo do Benfica, fazia-se treinos de captação. Quando o treinador era o argentino Valdivieso iam 200, 300 miúdos de manhã para fazer captações no Benfica. E ele perguntou: "guarda-redes?". Eu pus a mão no ar, ele olhou para mim e disse: "ó menino, vai comer bifes para tua casa que és muito pequenino". E eu fiquei com uma cabeça muito grande, mas, no outro dia, ao invés de ser guarda-redes era defesa-direito. Nessa altura, quando os seniores não tinham treino, tinham de vir para o Campo Grande ver os treinos dos juniores. O míster José Augusto, o Coluna, o Artur Santos, e o José Águas, agarraram em mim e levaram-me para o campo do atletismo e de râguebi para brincarem comigo. E eu comecei a defender. O Valdivieso que estava a ver o treino, reparou, e quando acabou o treino mandou-me ir para a baliza, com os juniores a chutarem. Eu fiz a minha obrigação, defendia aquilo que defendia, era aquilo que eu sabia fazer. Resumindo e concluindo: mandou-me esperar. Tomei banho, esperei, levou-me à sede do Benfica, que era nos Restauradores, para assinar contrato. A minha história no Benfica foi assim", recordou. Trubin ouviu atentamente e no final limitou-se a dizer que "é uma história perfeita".
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