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Não foi por não haver garantias bancárias que o avançado norueguês abandonou o estágio de 1999 do Benfica. Foi por motivos psicológicos, explica o arguido: "Chorava como uma madalena"
A INTERMINÁVEL novela Rushfeldt, que abalou a pré-época benfiquista de 1999/2000, terminou sem final feliz por motivos de ordem psicológica e não financeira. A revelação foi feita ontem pelo presidente do Benfica da altura e arguido de um julgamento por peculato e branqueamento de capitais, João Vale e Azevedo.
"O Benfica não ficou com o jogador não por não haver garantias bancárias, que as havia. Mas por outra razão, que revelo agora pela primeira vez: dois ou três dias antes da partida para estágio da equipa, o Rushfeldt é apresentado na Luz. Passa pelo campo número três e, pela pressão de ver três mil espectadores à frente, faz chichi pelas pernas abaixo", referiu o ex-dirigente, durante a segunda sessão do seu julgamento.
Os pormenores da debilidade psicológica do atleta não ficaram por aí. "Antes da apresentação na sala de Imprensa, chorou que nem uma madalena", prossegue.
Conclusão dos dirigentes do Benfica: "Não tem estrutura psicológica para actuar num clube com a dimensão e as pretensões do Benfica!"
Para o opinião pública em geral ficou uma ideia diferente na altura. O Rosenborg queixou-se repetidamente de que o Benfica não tinha pago as prestações devidas nem apresentado garantias bancárias. E, quando Rushfeldt já se encontrava em estágio com os colegas, ordena o regresso do jogador à Noruega. O avançado rumaria depois para o Racing de Santander, da I Liga espanhola.
Vale e Azevedo assegura que se tratou de uma "mise-en-scène" para enganar a Comunicação Social. "Fizemos uma mise-en-scène: ele foi-se embora do estágio e nós queixamo-nos à FIFA. Acabámos por receber o dinheiro que já tínhamos enviado para o Rosenborg. Daí a encenação. Não ficámos com o jogador, porque não o pretendíamos e devolveram-nos o dinheiro que era aquilo que nós realmente queríamos", afirmou o arguido perante o colectivo de juízes.
Depois, diz Vale e Azevedo, Rushfeldt "quase não jogou no clube para onde se transferiu, prova de que tínhamos razão".
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