A crónica do Benfica-Gil Vicente, 3-0: um voo sem brilho mas sempre seguro
As águias entraram bem e marcaram; travaram e... marcaram outra vez; com 3-0 optaram por gerir
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Uma vitória indiscutível, por mérito próprio mas também pelo cinzentismo da exibição do adversário, conduziu o Benfica, à condição, ao primeiro lugar da Liga. O principal mérito dos encarnados, feitas as contas à hora e meia do jogo, foi o de terem efetuado um voo sem erros; sem brilhantismo prolongado, é verdade, mas sempre seguro, equilibrado, com momentos de alguma exaltação e com a baliza de Trubin a salvo de qualquer imponderável. A equipa de Roger Schmidt não descansou enquanto não se adiantou no marcador e desacelerou quando o conseguiu; chegou ao 2-0 ainda na primeira parte e selou a vitória nos primeiros instantes a seguir ao intervalo com um terceiro golo que a colocou perante um dilema: entregar-se à aventura de prosseguir o caminho em busca de um resultado ainda mais dilatado ou refrear os ânimos e agir racionalmente na gestão da vantagem e da própria equipa. Prevaleceu a segunda hipótese.